I. O que é catequese?
·
O que entendemos por catequese?
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O que a catequese exige de nós, como catequistas?
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Em que o grupo de catequistas pode colaborar com a
comunidade?
·
Por que me tornei catequista?
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Assinale três qualidades de um bom catequista.
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Como usar a Bíblia na catequese?
CATEQUESE: a palavra tem o sentido de ecoar,
ou seja, fazer eco, levar a frente algo que para mim é bom.
Toda catequese deve ser um processo:
Na segunda pergunta, podemos começar a
identificar o “objeto” da catequese, ou seja, para quem vamos preparar o
encontro de catequese e qual o procedimento que vamos adotar para levar essa
Boa Nova. Quem é a pessoa que desejamos que conheça a Boa Nova? É o
Catequizando.
Portanto, dentro do nosso método é preciso
conhecer bem o catequizando para, interagindo com ele, levar a Boa Nova.
Como fazemos isso? Cada um de nós recebe o
seu chamado de uma forma diferente (pergunta 4), mas se chegamos aqui, na
escola, foi por que achamos que era a hora de melhorar a nossa catequese.
Voltemos ao nosso método. Podemos resumi-lo
na seguinte forma:
Catequista -> Catequizando -> Conteúdo
-> Estratégia
Ou seja, o catequista deve conhecer bem o
seu catequizando, e assim poder escolher melhor qual o conteúdo que vai levar a
ele, por meio das estratégias.
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Resumindo: tudo deve estar em “acordo com
o meu “alvo”, o catequizando.
E finalmente, onde entra a
Bíblia? Ela é a fonte de toda a catequese. O combustível que alimenta a locomotiva
(catequista) até o seu destino (catequizando).
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Mas o que eu devo passar aos meus
catequizandos, e qual a forma?
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Em primeiro lugar, aproveitando as experiências do próprio catequizando, mostrando-lhes as verdades reveladas por Deus nas Sagradas Escrituras (Bíblia). Isso ocorrerá através da formação na Fé, da Consciência, para a Oração e para o Engajamento, que serão objetos do nosso estudo no futuro. |
Concluindo, podemos dizer que a catequese
não é:
·
Ensinar orações.
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Ensinar verdades
prontas e defendidas por nós ou nossa sociedade, nem dar formulas prontas.
·
Não é um ato
mágico, que num determinado ponto, nos permite o acesso a algo extraordinário,
mas é ação que deve mudar a nossa vida.
·
Não pode ficar
“parada” sem se atualizar com os fatos da vida de hoje.
Por isso, vocês tem ai, na pauta de vocês o
item refletindo, que vem ao encontro do que foi exposto aqui.
II.
Refletindo:
· A catequese é continua (acompanha toda a vida dos
cristãos).
· A catequese é um processo de educação permanente da fé
(visando formar o catequizando na fé, sua consciência, para a oração e para o
engajamento).
· Catequese não é passar um conjunto de verdades
definidas, prontas; nem dar formulas.
· A Catequese não é um ato isolado(sem compromisso com a
comunidade), não é só preparação para os sacramentos, mas sim uma preparação
para a vida na comunidade.
· A catequese deve ser dinâmica: por que os valores são
dinâmicos; a vida caminha e interroga; o caminho da Igreja exige reflexão e
compromisso.
· A catequese deve apresentar respostas aos problemas
concretos da vida, respeitando a faixa etária dos catequizandos (vamos
aprofundar mais adiante), a fim de leva-los ao engajamento na vida da
comunidade.
III.
Por que uma educação permanente na fé?
Por que a catequese deve possibilitar:
·
O crescimento explicito na fé que me leva a Jesus
Cristo.
·
O aprofundamento bíblico que leva a uma vivência
evangélica.
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A descoberta e vivência dos valores humanos e cristãos,
numa linha libertadora.
·
A re-leitura da realidade (olhar o mundo e as pessoas
com um olhar cristão).
·
A participação na comunidade.
·
A educação para a oração e para a celebração da fé na
liturgia, capacitando o catequizando para o testemunho de vida.
A catequese não é algo finito, que tem data
para iniciar e para terminar. Pela catequese permanente nos aproximamos de
Jesus Cristo, e chegamos a um amadurecimento na fé, por meio das virtudes e
através do exercício e prática da Palavra de Deus, que vem da Bíblia.
E o que a Bíblia nos ensina? Ela nos mostra,
entre outras coisas, o respeito ao irmão e a Deus. A bíblia nos mostra que o
único caminho é o amor.
A catequese permanente, deve proporcionar ao
ser humano uma re-leitura da sua situação de vida, atualizando a leitura
bíblica com a vida hoje. Isso nos leva a vivênciar mais fortemente o amor de
Deus. Olhar o outro como irmão é ver nele a pessoa de Deus e assim, assumir o
projeto do Reino.
O adulto que cresce na fé, participa da
comunidade de forma ativa e viva, não como um simples observador, mas alguém
que vive a realidade da Igreja e da vida.
Ora uma pessoa dificilmente é realmente
madura na fé, ela amadurece na medida que consegue enxergar no outro a figura
da presença de Deus.
Fechando esse comentário sobre os objetivos,
podemos colocar que o grande objetivo da catequese é alcançar o catequizando,
independente da sua idade, ou posição social, levando a ele a real visão do
mundo (secular) e do Reino (projeto de Deus).
IV.
Objetivos da Catequese:
1. “Educar
na fé as diversas dimensões da vida cristã, à luz da Palavra de Deus, para construir
comunidades catequizadoras comprometidas com a verdade e a justiça, sinais do
Reino já presente entre nós” (Ecoando 4).
2. Os
objetivos da catequese devem ser parte do caminho e devem integrar vida e fé, levando
ao processo contínuo de conversão ao Cristo, à vida da comunidade, à vida sacramental
e ao compromisso apostólico (Puebla 1007).
3. Os
objetivos da catequese devem estar integrados aos objetivos da evangelização da
Igreja no Brasil (Doc. 56 e 61 da CNBB).
É objetivo da
catequese por idades:
·
Conhecer, valorizar e respeitar as diferentes idades
dos catequizandos e suas dimensões psico-físicas.
Quando se conhece bem o catequizando, conseguimos fazer
com que a nossa mensagem consiga atingi-lo. Como exemplo, basta ver que para se
comunicar o indivíduo precisa conhecer o “código” usado sob a pena de não
entender o que se quer passar. Assim, eu consigo balancear as atividades, de
forma a não deixa-las muito fáceis (infantis) nem muito difíceis (o que geraria
uma decepção muito grande no grupo, por não conseguir realiza-la).
As dimensões psico-físicas serão objeto do
nosso estudo em encontros futuros.
·
Conhecer bem o conteúdo da catequese adequando às
diferentes faixas etárias.
A Bíblia é repleta de belas passagens, mas será que eu posso usar
qualquer tema com qualquer catequizando? Não. Devo conhecer o meu catequizando
para escolher um tema que venha ao encontro daquilo que ele pode e deve
receber. Usar um tema muito denso, pode resultar no desinteresse por parte dos
catequizandos. Por exemplo, não posso trabalhar a Santíssima Trindade com
crianças de 6 a 7 anos, pois eles não desenvolveram o sentido de abstrato,
necessário para se compreender como Deus pode ser ao mesmo tempo UNO e TRINO.
·
Assumir como processo metodológico a interação fé e
vida.
Não existe fé desligada da vida. Tudo
funciona na nossa vida. Portanto, precisamos tomar o cuidado de não simplificar
o tema colocando-o “no tempo de Jesus” ou de outra situação do passado, mas
trazer a luz do Evangelho para hoje, na nossa realidade.
·
Utilizar diferentes textos, manuais e estratégias na
catequese, mas sempre adequadas às faixas etárias.
A Bíblia é essencial à catequese,
especialmente na CPI que não adota manual algum, mas isso não dispensa o
catequista de fazer pesquisas, tanto no sentido metodológico, estratégico,
textos seculares e religiosos, alem de diferentes manuais que muitas vezes nos
ajudam no trabalho de um tema.
·
Apresentar uma verdadeira caminhada de fé e não um
simples ensino da doutrina.
Devemos fortalecer na catequese a vivência
do caminho. O amor fraternal nos leva a Deus, e podemos afirmar que esse amor é
realizado em nós por Jesus, através do Espírito Santo.
·
Possibilitar a participação de todos num processo
permanente de educação na fé e não só a preparação para os sacramentos.
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Apresentar Jesus como caminho ao Pai pelo Espírito
Santo.
·
Ter a Bíblia como fonte de inspiração e uma mediação na
catequese.
·
Motivar o catequizando para a experiência de conversão
e leva-lo a assumir o seu papel dentro e fora da comunidade, como verdadeiro
cristão.
Mostrar aos catequizandos (especialmente os
mais velhos – Adolescentes e Adultos) que a conversão não é mudar de religião,
mas de atitude. Nós nos convertemos todas as vezes que aceitamos o amor de
Jesus Cristo.
·
Introduzir o catequizando à vida litúrgica na
comunidade.
O catequizando chega a catequese como que
por imposição dos pais, que muitas vezes não participam da comunidade mas
querem os seus filhos “católicos como eles o são”. Por isso, eles enxergam a
catequese como uma formação finita, sem compromissos definidos e sem
obrigações. Cabe ao catequista mostrar ao catequizando que ele é membro do
Corpo de Cristo (Cf. I Cor 12) e faz parte da vida da comunidade.
·
Valorizar os costumes e festas do povo.
Valorizar a fé popular é aceitar a cultura
da comunidade, mas cuidado, muitas comunidades e grupos esquecem dos valores
máximos da nossa fé a favor das suas devoções e da sua fé popular, muitas
vezes, misturando ritos e religiões (Sincretismo religioso) que se chocam com a
fé católica e até mesmo com o
cristianismo. Cabe ao catequista, enquanto membro ativo da comunidade corrigir
essas falhas.
·
Motivar a participação do catequizando nas outras
dimensões da ação pastoral da Igreja, dentro e fora da comunidade.
O catequizando, após a sua identificação
como membro da Igreja particular (Comunidade) precisa se identificar com a
Igreja (Ministério) e assim assumir os projetos que ultrapassam o nível da sua
própria comunidade.
Planejamento é importante na catequese, por que?
A principio pode parecer besteira se falar de planejamento
catequético, mas é a forma mais correta de se aproveitar ao máximo todos os
recursos que dispomos na catequese.
·
Para se trabalhar melhor e não perder de vista os
objetivos.
O planejamento serve para nos orientar, permitindo sempre
uma visão clara dos nossos objetivos.
Ao se preparar um planejamento é preciso ter
conhecimento e consciência das metas que devemos alcançar, tomando-se como
base, os recursos humanos (pessoas que vão trabalhar em determinado projeto) e
logísticos (equipamentos, espaço físico disponível, datas, etc.) que se tem a
disposição. O bom planejamento não é certeza de realização e deve permitir
ser revisto, reavaliado e até re-elaborado se necessário, em períodos
determinados de tempo. Normalmente se faz um planejamento anual, o que não
impede, por exemplo, de se fazer um planejamento mais amplo, que atinja 2, 3 ou
mais anos.
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Para aproveitar melhor os recursos e evitar os esforços
inúteis.
O bom planejamento deve otimizar a
utilização dos equipamentos e pessoas, de forma a não sobrecarregar uns e
deixar outros ociosos. Muitas vezes, na comunidade, as pessoas acabam “querendo
assumir” vários cargos e atividades ao mesmo tempo, isso é prejudicial, pois
vão acabar não desenvolvendo bem nem uma nem outra coisa. Cabe nesse caso aos
coordenadores limitar as atividades, a fim de não prejudicar o conjunto.
·
Para garantir a continuidade da caminhada priorizando o
essencial no trabalho.
Essa característica do planejamento é
importante, pois garante a sobrevivência de um projeto. É importante,
principalmente quando estamos considerando períodos de tempo ou projetos relativamente longos.
Conclusão: O planejamento é uma ferramenta
que serve aos catequistas de forma a ajuda-los a organizar sua ação, não é
infalível e deve ser constantemente avaliado e revisto, de forma a sempre
seguir o caminho “Ótimo”, ou seja, que apresente o menor esforço e gasto para
se alcançar o mesmo meio.
Desafios de hoje:
Para os catequizandos:
Quem são os catequizandos de hoje? Até alguns anos atrás, poderíamos
nos referenciar aos catequizandos como as crianças da catequese. Hoje, o termo
catequizando é mais amplo, atingindo todo o ser humano. É cada vez mais comum
encontrar-mos grupos de catequizandos adultos e até mesmo grupos de
catequizandos que já receberam o sacramento da Eucaristia, mas desejam reencontrar
com a pessoa de Cristo.
·
A
perseverança.
Hoje a perseverança é o maior desafio que atinge a catequese. Como
fazer frente a Internet, Vídeo-games, futebol, e até mesmo com a Televisão? A
lista dos concorrentes cresce a cada dia, e atrai a atenção e a religião,
normalmente, não faz parte delas. De cada grupo de 20 jovens que recebem a
Primeira Eucaristia, somente cinco costuma permanecer ligado a comunidade, seja
através de grupos de jovens ou outras atividades da comunidade.
·
A
participação na vida da comunidade.
Ligada diretamente a perseverança, a participação das pessoas na vida
da comunidade deve ser fruto de estimulo e realização para todo cristão.
Entretanto, são comuns as histórias de pessoas que são
rejeitadas, deixadas de lado numa comunidade, principalmente quando começam.
Nós pregamos a fraternidade, mas praticamos a exclusão.
Para os catequistas:
·
Planejar
as atividades na catequese.
Conseguir criar ações que consigam garantir aos catequizandos a
perseverança e a participação na vida da comunidade.
Compromisso:
·
Estar
a serviço do objetivo da catequese e não aos meus próprios objetivos.
·
Ter
consciência da necessidade de ser formar uma comunidade catequizadora.
·
Estar
a serviço da verdade e da justiça.
·
Estar
a serviço de uma catequese como educação continua da fé.
V.
Estudo Bíblico:
Como devemos trabalhar o Estudo Bíblico?
Em primeiro lugar, devemos
deixar claro para os catequistas, que para se fazer um bom estudo bíblico,
devemos buscar informações sobre a época do escrito (seu contexto histórico)
como era a sociedade da época (contexto social), para quem ele foi escrito
(destinatário) e o tipo de texto (Gênero).
Já com essas informações, passamos par ao texto propriamente dito, ai,
vamos ver qual a mensagem central que ele nos passa (não a que queremos que ele
passe, mas a que Deus nos oferece) e extraímos os ensinamentos. É importante
dizer que ensinamento não é resumo, síntese ou compressão, mas pequenas frases
que levam a boa nova ao nosso coração.
Neste texto, temos:
Gênero Literário: Parábola Comparativa
Mensagem Central: O Reino de Deus é um tesouro.
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Mt 13, 31-33.44-46
31 E Jesus contou outra parábola: “O Reino do Céu é
como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo.
32 Embora seja a menor de todas as sementes, quando
cresce fica maior que as outras plantas. E se torna uma árvore, de modo que
os pássaros do céu vêm e fazem seus ninhos em seus ramos”.
33 Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O
Reino do Céu é como o fermento que a mulher pega e mistura com três porções
de farinha, até eu tudo fique fermentado”.
44 “O Reino do Céu é como um tesouro escondido no
campo. Um homem o encontra, e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai,
vende todos os seus bens, e compra esse campo.
45 “O Reino do Céu é também como um comprador que
procura pérolas preciosas.
46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele
vai, vende todos os seus bens, e compra essa pérola.”
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V.31 – Jesus
falava de forma que todos pudessem entender.
V.32 – O Reino de Deus começa no coração de cada um e
atinge a sociedade toda.
V.33 – O Reino de Deus é para todos.
V.44 – O Reino de Deus está escondido nos nossos corações.
V.45 – O reino de Deus deve ser encontrado.
V.46 – Quando encontramos o
verdadeiro Reino de Deus, nada mais importa.
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Documento:
Encontro 01 para monitores da Escola/RESA
Elaboração: Lourdes Dias dos Santos Lobo e Zacarias Ribeiro Lobo
(zacarias_ribeiro@ig.com.br/ldslobo@ig.com.br)
Versão
1.0 – 02/2003
