Tomando como base os textos Bíblicos:
Is, 43,9-12; ICor 13; Lc 22, 39-46; Jo 19, 23-30
Neste dia, sexta-feira Santa,
ou sexta-feira da Paixão é um dia para lembrar-nos que estamos num
momento de conversão, um dia de reflexão. Hoje somos convidados a
pensar o que Deus espera de nós?
Ele espera que aceitemos nos
tornar os servos do Senhor e para que isso possa acontecer não
podemos ter medo. O senhor nos acompanha em toda a nossa caminhada,
pois somos valiosos ao nosso Deus que nos ama!
Afinal, nós somos frutos do
amor de Deus e por Ele nós precisamos nos dedicar para promover a
Sua Glória, embora muitos são aqueles que tem olhos mas preferem
não enxergam, pois aqueles que que aceitam ao Senhor precisam ser
suas testemunhas, cientes que somente Javé é o Senhor e que ninguém
pode desmanchar o que o Senhor fez.
O texto de Isaías, conhecido
como o Servo Fiel, coloca o amor de Deus por seus servos e vem nos
lembrar que nós somos esses servos. Da mesma forma, o texto de São
Paulo, completa que esse amor que constrói é oriundo de Deus e
oferecido a todos nós e sem amor não há razão para a vida.
O amor é o cimento que une o
homem a Deus, assim, não adianta realizar obras vazias, pois
oferecer comida, roupa, dedicação, mas não semear o amor que
cresce nos corações mais puros, tudo é desperdício de força e
ignorar o próprio Deus.
Afinal, quem ama sabe
manifestar ao irmão aquilo que deseja receber, cumprindo um dos
mandamentos que Jesus nos coloca “Amaras o teu próximo como a ti
mesmo” (Cf. Mt 22,39) e assim, quem ama busca a paz e a realização
ou manifestação do amor, pois o amor é a única manifestação que
perdura.
O Amor vem de Deus, e como
ele, é infinito… diferente das nossas limitações, afinal todas
as nossas coisas são limitadas, como é limitada a nossa vida
terrena. Somente Cristo é perfeito, assim, devemos crescer, na fé,
na caridade e no amor, pois quando crescermos na fé, iremos permitir
a nossa mudança, mostrando a nossa face do amor.
Jesus conhecia as nossas
limitações, e assim sempre orava para encontrar-se com o Pai e
pedir por nós. Mesmo assim, nós, a exemplo dos Discípulos, embora
Jesus pede a todos nós que velem por ele para que Ele possa velar
por nós, nós ignoramos a dor dele, pois no nosso sofrimento
esquecemos Jesus. E Jesus como humano, teve medo, mas aceitou o
projeto de Deus. E Deus nunca abandonou o seu Filho, esse deve ser o
exemplo a ser seguido pela comunidade.
A
angustia e o medo era tanto que Jesus começou a suar sangue, ou
seja, Hematidrose
também
chamada
de hematohidrose
ou hemidrose é
uma condição rara, agravada pela angustia e medo, pela tensão
nervosa. Da nossa parte, precisamos
“acordar” para atender ao chamado do Pai, criando,
a exemplo de Jesus
o
hábito de orar
para encontrar-se com o Pai.
Mas nesse momento de
sofrimento, vivido por Jesus, ele mesmo pede a todos nós que velem
por Ele, e Ele com certeza irá vela por nós, afinal, Jesus mesmo
sendo humano, que teve medo aceitou o projeto de Deus e o Pai nunca
abandonou o seu Filho.
E a nossa comunidade? Como se
comporta?
Nos momentos mais difíceis do
seu sofrimento, teve ao lado os mais excluídos, mulheres, pessoas de
pouca relevância para a sociedade da época, mas foram os primeiros
a dar apoio a Jesus. E Ele pede que cuidem do seu bem mais precioso,
a mãe.
Por fim, marcando a morte,
Jesus ao ter sede, recebe vinho azedo (vinagre). Mas se observarmos,
Jesus nos ofereceu (nas Bodas de Caná – Cf. Jo 2,1-11) um vinho
novo, especial.
Fica, por fim, nesse dia
importante para nossa conversão, o que precisa ser mudado na nossa
comunidade?