quarta-feira, 4 de abril de 2018

Postura dos Leitores em uma Celebração


Qual a postura dos Leitores durante a Liturgia?

Tomando a Celebração da Eucaristia e a Celebração da Palavra como meio de meditar, gostaria de perguntar a cada membro da comunidade, o que significa “Ser um Leitor da Palavra?”.

Se tomarmos as Sagradas Escrituras como meio de pensar, vamos ter o próprio Jesus como leitor na Sinagoga, como podemos ver no texto a seguir:







15 Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam. 16 Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume, no sábado entrou na sinagoga, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus encontrou a passagem onde está escrito: 18 "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos,19 e para proclamar um ano de graça do Senhor." 20 Em seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então Jesus começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir."
Lc 4,14-21

Ora, o próprio Senhor, Jesus Cristo, se coloca na posição e da importância a leituras das Sagradas Escrituras (Bíblia). E nós, como nos comportamos?

De acordo com o Missal Romano, temos a visão da Igreja quanto aos leitores:

II. OS DIVERSOS ELEMENTOS DA MISSA

Leitura da palavra de Deus e sua explanação. Quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é o próprio Deus quem fala ao seu povo, é Cristo, presente na sua palavra, quem anuncia o Evangelho.
Por isso as leituras da palavra de Deus, que oferecem à Liturgia um elemento da maior importância, devem ser escutadas por todos com veneração. E embora a palavra divina, contida nas leituras da Sagrada Escritura, seja dirigida a todos os homens de todos os tempos e seja para eles inteligível, no entanto a sua mais plena compreensão e a sua eficácia são favorecidas por um comentário vivo, isto é, a homilia, que faz parte da ação litúrgica.

Introdução ao Missal Romano

Com essa introdução inicial, vamos, tomando fontes das mais diversas para construir uma reflexão. Na constituição da Eucaristia, Jesus determina aos seus discípulos, que devem ir e escolher um ambiente, previamente preparado para que eles pudessem “comer aquela Páscoa” (Cf. Lc 22,12). Assim, na nossa realidade do dia a dia, precisamos pensar o que é necessário à comunidade para celebrar com dignidade e real participação a Eucaristia. Esse momento passa pela preparação do ambiente, dos objetos litúrgicos, das vestes (do celebrante e dos participantes), do nosso respeito e reconhecimento do momento ímpar que se manifesta naquele momento de extrema importância.

A Celebração Eucarística é presidida pelo Sacerdote (Presbítero – Padre) mas somente é celebrada na sua maior eficácia com a presença do Povo de Deus, conquistado por Jesus Cristo (Cf. Ap 7, 9-10). O parágrafo 12 da Introdução do Missal Romano, reportando-se aos documentos do Concílio Vaticano II (11/10/1962 – 08/12/1965), em especial a Constituição Sacrosanctun Concilium (SC), que, mudando a visão do Concílio de Trento (1545—1563), adota a língua Vernácula (nativa), onde alias, o SC vai muito além da disposição sobre a importância da língua vernácula, e fala muito sobre a participação do povo na Liturgia (SC 19), lembrando que o Povo de Deus deve estar presente nas ações internas e externas, respeitando a idade, condições de vida e graus de cultura religiosa e por que não, civil (educacional – complemento meu), entretanto, não exclui nenhum fiel da participação da liturgia, respeitando e trabalhando não somente a Palavra, mas também o exemplo de vida.

O Item III do SC (Reforma da Sagrada Liturgia) lembra que o Concílio deve abrir as portas da Igreja para que a comunidade vislumbre, com amor e claramente, as coisas Santas, permitindo ao povo de Deus compreendê-las, afinal as celebrações são coletivas (SC 26) e não privadas, exclusivas de um grupo ou pessoa, mas voltadas a toda a comunidade. Assim, a Liturgia deve ser o instrumento da divulgação do verdadeiro sacramento de união do povo.

Por fim, a Igreja Particular (comunidade) deve buscar oferecer à Assembleia uma Catequese, ecoar a Boa Nova (Evangelho) a todos, de forma que cada um possa assumir o seu papel junto a Messe do Senhor, afinal não faltam coisas a serem feitas, mas faltam operários (obra – Cf. Mt 9,37 b)! A Participação dos fiéis é um desejo da Santa Madre Igreja e uma necessidade para que realmente tenhamos uma Comunidade, onde todos os fiéis possam participar ativamente dos eventos (Cf. SC 14)!