quarta-feira, 31 de março de 2021

Partes da Missa:

Neste encontro, vamos explorar um pouco da Celebração Eucarística e da Celebração da Palavra no rito litúrgico da nossa Igreja.

Em primeiro lugar, precisamos entender a diferença entre Celebração Eucarística e a Celebração da Palavra. Essa diferença é muito simples. Ela tem como centro da Celebração. No caso da Celebração Eucarística é o Rito da Consagração, quando o Sacerdote (apenas o sacerdote pode consagrar) consagra o Pão e o Vinho, para transformar no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor!

Quanto a Celebração da Palavra, o centro da celebração vai para a Liturgia da Palavra. Na prática ambas tem o mesmo efeito, cumprir o preceito celebrativo do fiel de participar da Santa Missa!

O rito, por assim se dizer, é o mesmo. A forma da Celebração da Palavra e da Liturgia Eucarística, quando na celebração dominical segue a mesma fórmula. A Celebração da Palavra, dependendo da situação poderá ser realizada com fórmulas mais livres, quando não se tem a entrega da Eucaristia.

Vamos, neste breve trabalho, explorar a fórmula tradicional da liturgia. Essa celebração é dividida em quatro grandes partes, Ritos de Entrada ou Ritos Iniciais; Liturgia da Palavra; Liturgia Eucarística e Ritos Finais.

A Celebração Litúrgica inicia-se com o comentário inicial. Esse comentário nos mostra o “caminho” por se assim dizer, o assunto tratado pelas leituras ou pela festa que se está celebrando. Esse comentário pode ser realizado por um leitor ou alguém da equipe de liturgia, por exemplo, da equipe do Canto (animação). Após a leitura, vamos dar início com o Canto Inicial. Nesse ponto, podemos ter ou não a procissão de entrada, mas é realizada a entrada formal do celebrante (presbítero quando é celebração Eucarística). Tradicionalmente se faz a entrada com o grupo de liturgia: Cerimoniários, coroinhas (auxiliares) leitores, ministros da Eucaristia, diáconos e o celebrante.

Ainda dentro dessa fase da celebração, o Presidente da Celebração vai invocar a Santíssima Trindade, no rito chamado de Saudação e em seguida vamos passar para o Ato Penitencial. O Ato Penitencial, como o nome fala, é um pedido de perdão. Essa ação, também chamada de Kýrie ou Kýrie Eléison, que significa vem do grego (Κύριε ελέησον) e é traduzido como sendo Senhor, Tende piedade, que de acordo com os pesquisadores o seu uso litúrgico remonta ao século IV, já na comunidade de Jerusalém e no século V no Rito Romano como prece de pedido de perdão. O uso dessa expressão é utilizada por vários seguimentos cristãos, entre eles o Católico, o Ortodoxo, o Luterano e o Anglicano. O seu uso iniciou-se no chamado Rito Tridentino, que foi utilizado entre até o ano de 1969, pois obedecia o Decreto Sacrosancti Concillii Tridentini Restitutum, baseado nas decisões do concílio de Trento que ocorreu entre 13 de dezembro de 1545 a 4 de dezembro de 1593, sendo o 19º Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado pelo Papa Paulo III, em resposta, entre outros pontos, a Reforma da Igreja Católica para enfrentar o Cisma liderado por Matinho Lutero e suas 95 teses, no período chamado historicamente de Reforma e Contra Reforma. Esse concílio foi o responsável pela unificação da liturgia Católica. Esse modelo ficou em vigor até a publicação do Decreto Sacrosantum Concilio publicado no Concilio do Vaticano II (que foi iniciado em dezembro de 1961 e terminou em dezembro de 1965), e o Papa Bento XVI (atual Papa Emérito) autorizou o uso da liturgia Tridentina em celebrações sem a presença do povo, chamadas de Motu Proprio Summorum Pontificum. O rito também pode ser usado em paróquias onde houver pessoas fixas interessadas em participar dessa liturgia, lembrando que a celebração é realizada em Latim com o presbítero virado de costas para a nave. Hoje, temos duas formas oficiais de liturgia oficial, a Ordinária ou Normal (promulgada pelo Papa Paulo VI em 1969) e a revisada pelo Papa João Paulo II (em 1975 e em 2002). Muitas vezes nós usamos a fórmula do Kýrie Eléison em canções com pedido de perdão. A fórmula original, a exemplo da utilizada hoje, usa a repetição por três vezes da oração “Senhor Tende piedade de nós”, seja em língua vernácula seja em latim.

Todo o Rito inicial tem o objetivo de unir o povo em torno da fé, da Igreja e da liturgia, por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esse ato é para nos preparar para celebrar a Comunhão, participar da partilha e da consagração da Eucaristia. Recomenda-se ao fiel para que participe de toda a celebração Eucarística, mas de forma mais marcante, o fiel que não participa do Ato Penitencial não deve receber a Eucaristia, pois ele não pediu perdão por suas faltas ou falhas, lembrando ainda que temos dois grandes tipos de pecado, o pessoal, quando eu causo ou sou culpado pela falta e o social, quando aceito as falhas da sociedade e não faço nada para mudar.

O pedido de perdão passa, pela fórmula tradicional, pelo pedir perdão ao Pai (Senhor, tende piedade de nós) e a Jesus Cristo (Cristo tende piedade de nós). As orações podem ser substituídas por uma música que deve ter o mesmo intuito, nos fazer pensar nos nossos pecados. Ao proferir o perdão, o Celebrante vai se incluir nesse pedido de perdão.

Após pedir perdão, vamos glorificar a Jesus e a Deus pela realização do Glória. O Glória somente não deve ser invocado em duas ocasiões, durante o Advento e durante a Quaresma. No Advento esperamos a chegada do Senhor e na Quaresma nós estamos nos preparando para o momento do sacrifício de Jesus e da sua ressurreição. O grande Glória vai ser entoado na celebração do Sábado Santo. É um hino muito antigo e venerável que a Igreja reunida no Espírito Santo glorifica e súplica a Deus e seu Cordeiro (Jesus Cristo). Não pode ser substituído por outro canto e deve ser iniciado pelo sacerdote ou por um cantor e acompanhado por toda a Assembleia. Quando não se canta, deve ser recitado, de preferência por todos ou em grupos.

Após o Glória, vamos ter a Oração da Coleta. Por que esse nome? É uma oração que se colhe todos os pedidos da Celebração, convidando a comunidade a participar dela. As orações inicia-se sempre com o silêncio. O presidente convida com o pedido: OREMOS, em seguida fica em silêncio. Depois é proclamada a oração da coleta que ocorre apenas uma vez por celebração. A oração é normalmente dirigida ao Pai, por Cristo no Espírito Santo, terminando sempre na forma trinitária.

Com essa oração, encerramos a primeira parte da celebração.

A segunda parte é a Liturgia da Palavra, que tem como centro as leituras da Palavra de Deus. Primeiro vamos falar sobre quais são as leituras. Durante a semana, salvo celebrações específicas ou especiais, temos duas leituras diretas e o Salmo Responsorial. As leituras semanais são: Primeira Leitura em geral é do Antigo Testamento. Pode ser também do Apocalipse ou dos Atos dos Apóstolos. O salmo, em geral, é retirado do livro dos Salmos. O terceiro texto é dos evangelhos.

A celebração dominical é composta de 4 textos bíblicos diretos. A primeira Leitura é do Antigo Testamento, ligada em geral diretamente ao Evangelho, mas pode ser dos Atos dos Apóstolos ou do livro do Apocalipse. O salmo, como na celebração da semana, é normalmente retirado do livro dos Salmos. A segunda leitura é em geral, uma carta, especialmente as cartas de Paulo, mas podem ser de Pedro, João, Thiago, etc. Os evangelhos seguem a ordem anual, ano A Mateus; ano B Marcos e ano C Lucas. O evangelho de João é lido principalmente nas festas. O salmo pode ser lido (recitado) ou cantado. Além do Salmo ainda cantamos a Aclamação ao Santo Evangelho. No caso da liturgia da Palavra (onde não temos a consagração) esse é o centro da celebração. O celebrante pode salmodiar as leituras, do texto e do Evangelho. As leituras devem ser bem realizadas, como se diz, proclamadas e dar entendimento ao conteúdo. Recomendamos ainda que os leitores tenham ciência dos conteúdos, estudem as leituras e seus contextos. Não devemos substituir os textos bíblicos por outros textos quaisquer, isso inclui o Salmo responsorial.

Após a leitura temos a homilia. Na homilia o presidente da celebração faz o comentário sobre as leituras e a sua atualização. Não deve e não pode ser confundido com Sermão. O sermão é uma ferramenta teológica, que pode versar sobre um texto ou conjunto de textos.

Em seguida, vamos ter a Profissão de Fé. A profissão de fé é composta, tradicionalmente por uma das duas formas de Creio. O Creio curto é o Símbolos dos Apóstolos e o creio longo é o Símbolo Niceno Constantinopolitano. Ambos tem como meta a renovação das nossas promessas batismais.

Depois temos a chamada tradicionalmente de Oração dos Fieis, que também recebe o nome de Oração Universal. Elas podem ser elaboradas levando em conta a realidade das comunidades associada ao tema da liturgia. Nas leituras é Deus que fala ao povo, após ser alimentado pela misericórdia do Senhor, elevamos a Ele as nossas preces, pela Igreja e pela salvação do mundo.

A Liturgia da Palavra deve ser respeitada e ouvida em silêncio, de maneira a favorecer a meditação, não devendo ser realizada de maneira apressada, para que o Espírito Santo possa atingir a todos que estão na assembleia. As orações dos fiéis, normalmente segue a seguinte ordem: Pelas necessidades da Igreja; Pelas autoridades civis e pela salvação do mundo; por aqueles que sofrem dificuldades; Pela comunidade local. Em celebrações especiais as intenções podem assumir as circunstâncias.

Essas orações são, de alguma forma, nossa resposta e pedido a Deus. As orações podem ser realizadas pelo Celebrante, por um diácono, um ministro leitor ou um leigo. O povo deve, em pé, fazer suas essas orações.

Com as orações encerra-se a Liturgia da Palavra e se dá incio a Liturgia Eucarística.

A Liturgia Eucarística é a celebração a memória de Jesus Cristo pedida na última Ceia, quando ele constitui esse sacramento.

A Liturgia Eucarística inicia-se com a apresentação das ofertas. Esse momento poderá ser realizado com uma procissão, onde ofertamos nossos frutos, trabalho, objetos, objetos litúrgicos, etc. No altar são colocados os objetos e paramentos para que seja realizada a consagração, entre eles o Corporal (pano onde é depositado o cálice e as ambulas), o cálice onde será realizada a consagração e as ambulas consagradas ou que serão consagradas. O padre realiza orações de dedicação, chamadas orações secretas (pois não são realizadas em voz alta) e os fiéis podem oferecer seus dons para a Igreja ou para as obras sociais que serão recolhidas por pessoas da equipe e colocadas em local conveniente, mas fora da mesa da consagração (altar), onde teremos apenas os objetos litúrgicos acompanhados do Missal Romano. Após dispor os objetos sobre o altar, o celebrante (presbítero) lava as mãos em sentido de purificação. Após o sacerdote lavar as mãos, convida a assembleia a realizar uma oração sobre as oferendas.

Feito isso, entramos no momento central da Celebração Eucarística, a Consagração. Vamos ter a Oração Eucarística. Ela é uma oração de Ação de Graças e de consagração, onde o sacerdote convida ao povo para elevar os corações ao Senhor. A Oração Eucarística tem várias fórmulas, todas elas buscando ligar o fiel ao Senhor.

Os pontos chaves da Oração Eucarística são os seguintes:

1 – Ação de Graças onde todo o povo glorifica ao Senhor.

2 – Aclamação que é quando toda a Assembleia reunida canta ou proclama o Santo.

3 – Epiclese é uma invocação especial implorando que pelo Espírito Santo os nossos dons sejam consagrados e se convertam no Corpo e Sangue de Jesus Cristo e que a partícula, transformada em Hóstia opere a salvação de todos os que vão recebê-la.

4 – Narração da constituição da Eucaristia. Lembra a última ceia narrada nos evangelhos, em especial em Lc 22, onde Jesus tomou o Pão e o Vinho e os transformou em seu corpo e seu sangue para ser compartilhado com todos os Homens, lembrando que entregou aos Apóstolos e depois a cada um de nós para perpetuar essa ação (Façam isso em memória de mim).

5 – Fazer memória de obediência a esse mandato que recebemos do Senhor e devemos sempre nos lembrar Dele, sua Paixão, Morte e principalmente a Sua Ressurreição.

6 – Oblação, elevando o memorial a Igreja e a cada um que se reúne para celebrar a Eucaristia, oferecendo a Deus Pai, pelo Espírito Santo a Hóstia imaculada, mas não podemos apenas oferecer a Hóstia, mas nos tornemos a verdadeira oferta a Jesus Cristo.

7 – Interseções, pois a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja em todo o mundo, no Céu e na Terra e que a oblação é realizada por todos os fiéis, vivos e defuntos, convidando todos a participar da redenção adquirida pelo sacrifício de Jesus Cristo.

8 – Doxologia final que exprime a glória de Deus e a confirmação é dada pelo povo no seu Amem!

Após termos nos oferecido com Cristo (Por Cristo, por Cristo e em Cristo…) nós vamos realizar a oração que o próprio Cristo nos ensinou, o Pai Nosso. Em seguida, temos o Rito da Paz, onde pedimos a Paz de Cristo para todo o mundo e oferecemos a nossa vontade de cultivar a paz. A forma de se desejar a paz pode variar de uma comunidade para outra.

O Presbítero parte o pão eucarístico e o eleva para que o povo possa ver, lembrando que todo o povo é um só, através da comunhão em Cristo! O sacerdote pega uma pequena parte a coloca junto ao vinho, dentro do cálice.

Então o sacerdote eleva o corpo de Cristo sobre a Pátena ou em cima do Cálice e convida a todos para que participem do banquete!

Quando o presidente da celebração comunga, inicia-se o cântico da comunhão. A comunhão será oferecida a todos os fiéis aptos a recebê-la. Após recebermos a Eucaristia, vamos então a Oração Após a Comunhão, rito pré-definido que nos implora os frutos do mistério celebrado.

Ai entramos nos ritos finais. É a parte mais simples de toda a celebração. São apresentados os avisos da comunidade, saudação e benção do sacerdote (na nossa comunidade costuma-se antes da benção rezar uma Ave Maria) e reverencia com beijo no altar pelo Sacerdote e pelo Diácono (se houver), e uma reverencia de todos os participantes do rito de liturgia. Em seguida, eles saem e glorificam a Jesus pela liturgia celebrada, enquanto o povo acompanha o canto final. A celebração está terminada quando termina o canto final.

Bibliografia:

VVAA, Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

VVAA, Secretariado Nacional de Liturgia, INTRODUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – SINOPSE


domingo, 28 de março de 2021

Partes da Celebração Eucarística - Rito da Missa.

 


Partes da Missa:

Neste encontro, vamos explorar um pouco da Celebração Eucarística e da Celebração da Palavra no rito litúrgico da nossa Igreja.
Em primeiro lugar, precisamos entender a diferença entre Celebração Eucarística e a Celebração da Palavra. Essa diferença é muito simples. Ela tem como centro da Celebração. No caso da Celebração Eucarística é o Rito da Consagração, quando o Sacerdote (apenas o sacerdote pode consagrar) consagra o Pão e o Vinho, para transformar no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor!

Quanto a Celebração da Palavra, o centro da celebração vai para a Liturgia da Palavra. Na prática ambas tem o mesmo efeito, cumprir o preceito celebrativo do fiel de participar da Santa Missa!

O rito, por assim se dizer, é o mesmo. A forma da Celebração da Palavra e da Liturgia Eucarística, quando na celebração dominical segue a mesma fórmula. A Celebração da Palavra, dependendo da situação poderá ser realizada com fórmulas mais livres, quando não se tem a entrega da Eucaristia.

Vamos, neste breve trabalho, explorar a fórmula tradicional da liturgia. Essa celebração é dividida em quatro grandes partes, Ritos de Entrada ou Ritos Iniciais; Liturgia da Palavra; Liturgia Eucarística e Ritos Finais.

A Celebração Litúrgica inicia-se com o comentário inicial. Esse comentário nos mostra o “caminho” por se assim dizer, o assunto tratado pelas leituras ou pela festa que se está celebrando. Esse comentário pode ser realizado por um leitor ou alguém da equipe de liturgia, por exemplo, da equipe do Canto (animação). Após a leitura, vamos dar início com o Canto Inicial. Nesse ponto, podemos ter ou não a procissão de entrada, mas é realizada a entrada formal do celebrante (presbítero quando é celebração Eucarística). Tradicionalmente se faz a entrada com o grupo de liturgia: Cerimoniários, coroinhas (auxiliares) leitores, ministros da Eucaristia, diáconos e o celebrante.

Ainda dentro dessa fase da celebração, o Presidente da Celebração vai invocar a Santíssima Trindade, no rito chamado de Saudação e em seguida vamos passar para o Ato Penitencial. O Ato Penitencial, como o nome fala, é um pedido de perdão. Essa ação, também chamada de Kýrie ou Kýrie Eléison, que significa vem do grego (Κύριε ελέησον) e é traduzido como sendo Senhor, Tende piedade, que de acordo com os pesquisadores o seu uso litúrgico remonta ao século IV, já na comunidade de Jerusalém e no século V no Rito Romano como prece de pedido de perdão. O uso dessa expressão é utilizada por vários seguimentos cristãos, entre eles o Católico, o Ortodoxo, o Luterano e o Anglicano. O seu uso iniciou-se no chamado Rito Tridentino, que foi utilizado entre até o ano de 1969, pois obedecia o Decreto Sacrosancti Concillii Tridentini Restitutum, baseado nas decisões do concílio de Trento que ocorreu entre 13 de dezembro de 1545 a 4 de dezembro de 1593, sendo o 19º Concílio Ecumênico da Igreja Católica, convocado pelo Papa Paulo III, em resposta, entre outros pontos, a Reforma da Igreja Católica para enfrentar o Cisma liderado por Matinho Lutero e suas 95 teses, no período chamado historicamente de Reforma e Contra Reforma. Esse concílio foi o responsável pela unificação da liturgia Católica. Esse modelo ficou em vigor até a publicação do Decreto Sacrosantum Concilio publicado no Concilio do Vaticano II (que foi iniciado em dezembro de 1961 e terminou em dezembro de 1965), e o Papa Bento XVI (atual Papa Emérito) autorizou o uso da liturgia Tridentina em celebrações sem a presença do povo, chamadas de Motu Proprio Summorum Pontificum. O rito também pode ser usado em paróquias onde houver pessoas fixas interessadas em participar dessa liturgia, lembrando que a celebração é realizada em Latim com o presbítero virado de costas para a nave. Hoje, temos duas formas oficiais de liturgia oficial, a Ordinária ou Normal (promulgada pelo Papa Paulo VI em 1969) e a revisada pelo Papa João Paulo II (em 1975 e em 2002). Muitas vezes nós usamos a fórmula do Kýrie Eléison em canções com pedido de perdão. A fórmula original, a exemplo da utilizada hoje, usa a repetição por três vezes da oração “Senhor Tende piedade de nós”, seja em língua vernácula seja em latim.

Todo o Rito inicial tem o objetivo de unir o povo em torno da fé, da Igreja e da liturgia, por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Esse ato é para nos preparar para celebrar a Comunhão, participar da partilha e da consagração da Eucaristia. Recomenda-se ao fiel para que participe de toda a celebração Eucarística, mas de forma mais marcante, o fiel que não participa do Ato Penitencial não deve receber a Eucaristia, pois ele não pediu perdão por suas faltas ou falhas, lembrando ainda que temos dois grandes tipos de pecado, o pessoal, quando eu causo ou sou culpado pela falta e o social, quando aceito as falhas da sociedade e não faço nada para mudar.

O pedido de perdão passa, pela fórmula tradicional, pelo pedir perdão ao Pai (Senhor, tende piedade de nós) e a Jesus Cristo (Cristo tende piedade de nós). As orações podem ser substituídas por uma música que deve ter o mesmo intuito, nos fazer pensar nos nossos pecados. Ao proferir o perdão, o Celebrante vai se incluir nesse pedido de perdão.

Após pedir perdão, vamos glorificar a Jesus e a Deus pela realização do Glória. O Glória somente não deve ser invocado em duas ocasiões, durante o Advento e durante a Quaresma. No Advento esperamos a chegada do Senhor e na Quaresma nós estamos nos preparando para o momento do sacrifício de Jesus e da sua ressurreição. O grande Glória vai ser entoado na celebração do Sábado Santo. É um hino muito antigo e venerável que a Igreja reunida no Espírito Santo glorifica e súplica a Deus e seu Cordeiro (Jesus Cristo). Não pode ser substituído por outro canto e deve ser iniciado pelo sacerdote ou por um cantor e acompanhado por toda a Assembleia. Quando não se canta, deve ser recitado, de preferência por todos ou em grupos.

Após o Glória, vamos ter a Oração da Coleta. Por que esse nome? É uma oração que se colhe todos os pedidos da Celebração, convidando a comunidade a participar dela. As orações inicia-se sempre com o silêncio. O presidente convida com o pedido: OREMOS, em seguida fica em silêncio. Depois é proclamada a oração da coleta que ocorre apenas uma vez por celebração. A oração é normalmente dirigida ao Pai, por Cristo no Espírito Santo, terminando sempre na forma trinitária.

Com essa oração, encerramos a primeira parte da celebração.

A segunda parte é a Liturgia da Palavra, que tem como centro as leituras da Palavra de Deus. Primeiro vamos falar sobre quais são as leituras. Durante a semana, salvo celebrações específicas ou especiais, temos duas leituras diretas e o Salmo Responsorial. As leituras semanais são: Primeira Leitura em geral é do Antigo Testamento. Pode ser também do Apocalipse ou dos Atos dos Apóstolos. O salmo, em geral, é retirado do livro dos Salmos. O terceiro texto é dos evangelhos.

A celebração dominical é composta de 4 textos bíblicos diretos. A primeira Leitura é do Antigo Testamento, ligada em geral diretamente ao Evangelho, mas pode ser dos Atos dos Apóstolos ou do livro do Apocalipse. O salmo, como na celebração da semana, é normalmente retirado do livro dos Salmos. A segunda leitura é em geral, uma carta, especialmente as cartas de Paulo, mas podem ser de Pedro, João, Thiago, etc. Os evangelhos seguem a ordem anual, ano A Mateus; ano B Marcos e ano C Lucas. O evangelho de João é lido principalmente nas festas. O salmo pode ser lido (recitado) ou cantado. Além do Salmo ainda cantamos a Aclamação ao Santo Evangelho. No caso da liturgia da Palavra (onde não temos a consagração) esse é o centro da celebração. O celebrante pode salmodiar as leituras, do texto e do Evangelho. As leituras devem ser bem realizadas, como se diz, proclamadas e dar entendimento ao conteúdo. Recomendamos ainda que os leitores tenham ciência dos conteúdos, estudem as leituras e seus contextos. Não devemos substituir os textos bíblicos por outros textos quaisquer, isso inclui o Salmo responsorial.

Após a leitura temos a homilia. Na homilia o presidente da celebração faz o comentário sobre as leituras e a sua atualização. Não deve e não pode ser confundido com Sermão. O sermão é uma ferramenta teológica, que pode versar sobre um texto ou conjunto de textos.

Em seguida, vamos ter a Profissão de Fé. A profissão de fé é composta, tradicionalmente por uma das duas formas de Creio. O Creio curto é o Simbolo dos Apóstolos e o creio longo é o Simbolo Niceno Constantinopolitano. Ambos tem como meta a renovação das nossas promessas batismais.

Depois temos a chamada tradicionalmente de Oração dos Fieis, que também recebe o nome de Oração Universal. Elas podem ser elaboradas levando em conta a realidade das comunidades associada ao tema da liturgia. Nas leituras é Deus que fala ao povo, após ser alimentado pela misericórdia do Senhor, elevamos a Ele as nossas preces, pela Igreja e pela salvação do mundo.

A Liturgia da Palavra deve ser respeitada e ouvida em silêncio, de maneira a favorecer a meditação, não devendo ser realizada de maneira apressada, para que o Espírito Santo possa atingir a todos que estão na assembleia. As orações dos fiéis, normalmente segue a seguinte ordem: Pelas necessidades da Igreja; Pelas autoridades civis e pela salvação do mundo; por aqueles que sofrem dificuldades; Pela comunidade local. Em celebrações especiais as intenções podem assumir as circunstâncias.

Essas orações são, de alguma forma, nossa resposta e pedido a Deus. As orações podem ser realizadas pelo Celebrante, por um diácono, um ministro leitor ou um leigo. O povo deve, em pé, fazer suas essas orações.

Com as orações encerra-se a Liturgia da Palavra e se dá incio a Liturgia Eucarística.

A Liturgia Eucarística é a celebração a memória de Jesus Cristo pedida na última Ceia, quando ele constitui esse sacramento.

A Liturgia Eucarística inicia-se com a apresentação das ofertas. Esse momento poderá ser realizado com uma procissão, onde ofertamos nossos frutos, trabalho, objetos, objetos litúrgicos, etc. No altar são colocados os objetos e paramentos para que seja realizada a consagração, entre eles o Corporal (pano onde é depositado o cálice e as ambulas), o cálice onde será realizada a consagração e as âmbulas consagradas ou que serão consagradas. O padre realiza orações de dedicação, chamadas orações secretas (pois não são realizadas em voz alta) e os fiéis podem oferecer seus dons para a Igreja ou para as obras sociais que serão recolhidas por pessoas da equipe e colocadas em local conveniente, mas fora da mesa da consagração (altar), onde teremos apenas os objetos litúrgicos acompanhados do Missal Romano. Após dispor os objetos sobre o altar, o celebrante (presbítero) lava as mãos em sentido de purificação. Após o sacerdote lavar as mãos, convida a assembleia a realizar uma oração sobre as oferendas.

Feito isso, entramos no momento central da Celebração Eucarística, a Consagração. Vamos ter a Oração Eucarística. Ela é uma oração de Ação de Graças e de consagração, onde o sacerdote convida ao povo para elevar os corações ao Senhor. A Oração Eucarística tem várias fórmulas, todas elas buscando ligar o fiel ao Senhor.

Os pontos chaves da Oração Eucarística são os seguintes:

1 – Ação de Graças onde todo o povo glorifica ao Senhor.

2 – Aclamação que é quando toda a Assembleia reunida canta ou proclama o Santo.

3 – Epiclese é uma invocação especial implorando que pelo Espírito Santo os nossos dons sejam consagrados e se convertam no Corpo e Sangue de Jesus Cristo e que a partícula, transformada em Hóstia opere a salvação de todos os que vão recebê-la.

4 – Narração da constituição da Eucaristia. Lembra a última ceia narrada nos evangelhos, em especial em Lc 22, onde Jesus tomou o Pão e o Vinho e os transformou em seu corpo e seu sangue para ser compartilhado com todos os Homens, lembrando que entregou aos Apóstolos e depois a cada um de nós para perpetuar essa ação (Façam isso em memória de mim).

5 – Fazer memória de obediência a esse mandato que recebemos do Senhor e devemos sempre nos lembrar Dele, sua Paixão, Morte e principalmente a Sua Ressurreição.

6 – Oblação, elevando o memorial a Igreja e a cada um que se reúne para celebrar a Eucaristia, oferecendo a Deus Pai, pelo Espírito Santo a Hóstia imaculada, mas não podemos apenas oferecer a Hóstia, mas nos tornemos a verdadeira oferta a Jesus Cristo.

7 – Interseções, pois a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja em todo o mundo, no Céu e na Terra e que a oblação é realizada por todos os fiéis, vivos e defuntos, convidando todos a participar da redenção adquirida pelo sacrifício de Jesus Cristo.

8 – Doxologia final que exprime a glória de Deus e a confirmação é dada pelo povo no seu Amem!

Após termos nos oferecido com Cristo (Por Cristo, por Cristo e em Cristo…) nós vamos realizar a oração que o próprio Cristo nos ensinou, o Pai Nosso. Em seguida, temos o Rito da Paz, onde pedimos a Paz de Cristo para todo o mundo e oferecemos a nossa vontade de cultivar a paz. A forma de se desejar a paz pode variar de uma comunidade para outra.

O Presbítero parte o pão eucarístico e o eleva para que o povo possa ver, lembrando que todo o povo é um só, através da comunhão em Cristo! O sacerdote pega uma pequena parte a coloca junto ao vinho, dentro do cálice.

Então o sacerdote eleva o corpo de Cristo sobre a Pátena ou em cima do Cálice e convida a todos para que participem do banquete!

Quando o presidente da celebração comunga, inicia-se o cântico da comunhão. A comunhão será oferecida a todos os fiéis aptos a recebê-la. Após recebermos a Eucaristia, vamos então a Oração Após a Comunhão, rito pré-definido que nos implora os frutos do mistério celebrado.

Ai entramos nos ritos finais. É a parte mais simples de toda a celebração. São apresentados os avisos da comunidade, saudação e benção do sacerdote (na nossa comunidade costuma-se antes da benção rezar uma Ave Maria) e reverencia com beijo no altar pelo Sacerdote e pelo Diácono (se houver), e uma reverencia de todos os participantes do rito de liturgia. Em seguida, eles saem e glorificam a Jesus pela liturgia celebrada, enquanto o povo acompanha o canto final. A celebração está terminada quando termina o canto final.

Bibliografia:

VVAA, Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

VVAA, Secretariado Nacional de Liturgia, INTRODUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – SINOPSE

sábado, 27 de março de 2021

Luto: Falecimento do nosso amigo Wanderley

Hoje, dia 27/03/2021, recebemos a triste noticia, que ninguém quer receber, do falecimento do nosso grande amigo e parceiro de Liturgia, o Wanderley. Nestes dois anos, a frente do grupo de leitores, mostrou-se uma pessoa fiel, pronta a atender as necessidades dos amigos e da Igreja, oferecendo-se para prestar seus trabalhos litúrgicos em qualquer celebração, dia e horário...

Nunca ouvi um não da boca desse interpreto guerreiro, ao contrário, como coordenador geral dos leitores fui eu que o proibi de prestar serviços na última missa presencial que tivemos, pois ele apresentava um quadro de gripe forte e como não podemos facilitar recomendei a ele que não saísse de casa e se cuidasse. Infelizmente, não alcancei êxito, pois essa maldita doença já estava instalada no organismo desse nosso grande amigo... 

Ele, para piorar a situação, enterrou o pai a poucos dias, vítima da Diabetes, outra doença muito ignorada pelo nosso povo, mas que é fatal em todos os casos, pois quando se desenvolve essa falência do Pâncreas, ou se morre dela ou se morre por conta dela...

Que Deus receba em sua moradia esse nosso irmão, acolhendo-o em uma das moradias que Jesus nos anunciou em João (Cf. Jo 14,2) e que seja recebido com todo o carinho que ele dedicou ao Senhor nesta breve existência!

Que ele descanse em paz e que a família tenha força para suportar essa perda inestimável. 

Madalena Kids Páscoa

 


Semana Santa - Domingo de Ramos a Domingo de Páscoa - 2021

Meus caros, em primeiro lugar que a Paz de Cristo, o Bom Pastor esteja com cada pessoa da nossa comunidade!
Este ano, em decorrência da Pandemia de COVID-19  e em decorrência da Fase Emergencial decretada pelo Governo do Estado de São Paulo, TODAS as atividades relativas a Semana Santa serão virtuais. 
Assim, aproveitamos este espaço para fazer a divulgação da Paróquia Santa Maria Madalena em Sapopemba-SP

Deixamos ainda este pensamento: 

O morto precisa do acolhimento de Deus.
Os hospitalizados precisa da misericórdia de Deus.
Os seu parentes de muitas orações para suportar essa perda.
O mundo precisa de paz, amor e sabedoria que vem do Pai.
E todos os viventes do mundo inteiro precisa da proteção de Deus. 
 Flávio - Leitor Madalena





Missa de Domingo de Ramos (amanhã) com a abertura oficial da Semana Santa:



quinta-feira, 25 de março de 2021

Madalena Kids - Páscoa

 O Vídeo indicado mostra alguns pontos sobre a Páscoa, apresentados no Madalena Kids de 27/03/2021, especialmente sobre o Círio Pascal. 



Madalena Kids - Semana Santa


 

Anunciação do Senhor - Celebração de 25/03/2021

O tema das leituras (Is 7,10-14; 8,10; Hb 10,4-10; Lc 1,26-38) versam sobre a Anunciação do Senhor. O profeta Isaías lembra a todos que o Poder de Deus é ilimitado e embora tenha uma construção de texto difícil de entender, mostra uma questão de desafio. Acaz, rei de Judá, é chamado a desafiar ao Senhor. Ele mostra a sua consciência ao colocar ao profeta Isaíais que não pode desafiar o Senhor, lembrando que o sábio é aquele que não desafia o Senhor, pois Ele dá sinais para que nós possamos crer, não para ser desafiado. Ao mesmo tempo, não podemos e não devemos incomodar o Senhor com nossos pequenos problemas do dia a dia. O Senhor firma Alianças com o povo, mesmo quando este povo não entende, isso desde a primeira Aliança firmada com Adão. A última Aliança firmada com o Homem através de Jesus Cristo pois essa aliança é a própria existência do Filho de Deus, Jesus Cristo, que veio ao nosso mundo para nos trazer a graça de nos tornarmos filhos adotivos de Deus, pela Eucaristia, respeito e amor. Desde a anunciação do seu nascimento, Cristo veio para fazer apenas a vontade do Pai, afinal nenhum sacrifício, humano ou de animais agrada a Deus, Ele espera de nós o Amor!

Cristo veio para nos salvar e mostrar o caminho ao Pai, realizando assim a Sua vontade e não os desejos do próprio Jesus Cristo e menos ainda as nossas pequenas dificuldades. Enquanto a Lei propunha uma série de sacrifícios, inclusive pelo perdão dos pecados, Jesus nos dá um novo caminho que deve ser o Amor alcançado pelo perdão ao irmão. A Lei é uma orientação, pois o que Deus espera de nós é que sejamos pessoas boas. Afinal, pelo sacrifício de Jesus Cristo, somos convidados a nos santificar e o caminho para essa santificação é a Eucaristia, pois é nela que nos tornamos parte viva do Senhor, e por ela reconhecermos Jesus Cristo.

Para que a Obra do Senhor pudesse ser realizada, é necessária a presença do ser humano como participante do projeto de Deus. Por isso o Senhor convida Maria a ser Mãe do Senhor. José foi um Homem fiel e que sempre aceitou a Palavra do Senhor. A jovem Maria foi eleita pelo Senhor como sendo uma pessoa digna de receber o Amor de Deus e em sua humildade não reconheceu a sua grandeza perante o Senhor e o Senhor encheu Maria de Graças, dando a ela o seu Filho unigênito, primícias da vida. A escolha da mãe do Filho de Deus foi uma oferta, não uma ordem, Maria poderia ter recusado mas não o fez, dando a luz a Jesus, o Filho de Deus feito Homem. De acordo com as Escrituras (a Lei) a promessa do Messias esperado pelos judeus é cumprida em Jesus, que nasceu, viveu e morreu judeu, mas o povo judeu esperava um messias diferente, guerreiro, a exemplo do Rei Davi que unificou a nação e não um Rei de amor, que pregava o arrependimento para a construção de uma nova sociedade. Maria recebe a missão, não é uma missão fácil, ao contrário é tão difícil, pois a sociedade da época pregava que a mulher que tivesse filho fora de uma relação “matrimonial” era condenada a lapidação, ou seja, a ser morta por apedrejamento. Diz um texto apócrifo, sem confirmação pela Igreja, mas muito aceito por sua Tradição, que Maria teria engravidado entre 15 e 16 anos de idade, pois era nessa idade que as moças eram dadas (e muitas vezes vendidas) em casamento, e ela teria presenciado a execução de uma outra moça na região pouco tempo antes da anunciação pelo anjo. Maria, aceita e recebe Jesus do Pai colocando que ele será chamado Salvador (Eshua – Jesus) e ainda recebe a notícia que sua parenta (Isabel) também esta grávida, de seis meses, sendo que Zacarias e Isabel eram de idade avançada. Mas Maria já sabia que para o Senhor nada é impossível. aceitou de pronto o pedido do Senhor e colocou-se a serviço dos menos favorecidos, indo atender as necessidades de Isabel.

quinta-feira, 18 de março de 2021

Jejum da Sexta-feira Santa:

Durante toda a Quaresma, nós, cristãos, devemos procurar a nossa conversão, a nossa mudança de comportamento e vida. Todos os anos a nossa sociedade INFLACIONA (causa o aumento de preços) dos peixes, pois pela chamada tradição. Perceba que existem dois tipos de tradição, uma escrita com “T” e outra escrita com “t”, a primeira é relativa a história que é passada de pai para filho a outra é uma construção social, nesse nosso caso a tradição é com t minúsculo, ou seja, algo que por algum motivo nós adotamos ou herdamos dos mais antigos. Quando o nosso país foi colonizado por portugueses, trouxeram tradições religiosas europeias, entre elas, uma visão de que na Sexta-feira da Paixão (Sexta-feira Santa) devemos comer peixe. Mas por que?
O povo judeu alimentava-se basicamente de peixes. Assim, comer carne vermelha era algo muito raro para eles. Comiam principalmente carnes em festas como a da Páscoa, quando deveriam matar e comer um cordeiro assado, como é previsto no Livro do Êxodo. Por isso, as sociedades europeias que também tinha essa tradição de comer peixes, especialmente peixes de água gelada como o bacalhau, passaram a divulgar que comer algo não trivial nas refeições da Quaresma (especialmente nas quartas e sextas-feiras (todas elas) seriam um desrespeito ao Senhor. Na quarta-feira marcava sempre a tradição do início da quaresma (Quarta-feira de Cinzas) e a sexta-feira sempre fazia memória a Sexta-feira da Paixão (ou Sexta-feira Santa), em que o Senhor foi morto. Por isso passou-se a se colocar que na Sexta-feira Santa não se devia comer “carnes” ou “alimentos” festivos.

O que ocorre é que, na nossa sociedade, acabamos por trocar o dia festivo com o dia de reclusão e reflexão. Ai o povo come peixe, em especial o Bacalhau (culpa dos portugueses, que comiam bacalhau no dia a dia, especialmente com batatas e couves) e deixa a carne (se bem que hoje em dia nem está tão fácil assim comer carne…), enquanto prato comum, para comer no dia celebrativo que é o dia de Páscoa, em que celebramos a ressurreição do Senhor. O mais correto na Sexta-feira Santa seria comer algo simples, do dia a dia, ovo, linguiça, salsicha ou outra coisa qualquer que se come todos os dias, reservando, inclusive o peixe inclusive o bacalhau para a festa de Páscoa e assim celebrar a ressurreição!.


 

sábado, 13 de março de 2021

Domingo de Ramos - Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém


 

Sacramento da Reconciliação


 

Campanha da Fraternidade - 2021


 

Quarta-feira de Cinzas - Inicio da Quaresma. Tempo de Conversão.


 

Encontro de Natal - Madalena Kids


 

Reflexões sobre os textos Ex 32,7-14; Jo 5,31-47

 O Livro do Êxodo, nessa passagem, mostra parte do episódio sobre o chamado Bezerro de Ouro. Teria sido uma peça de outro, forjada para assumir o lugar de Deus, um ídolo no sentido da idolatria, ou seja, uma imagem para assumir o lugar de Deus. 

Assim, o povo ignora a vontade de Deus e deixa de cumprir os seus mandamentos (especialmente o primeiro mandamento que nos lembra que devemos “Amar ao Teu Deus sobre todas as coisas” Cf. Mc 12, 29-34). O povo não consegue seguir o caminho de amor a Deus, pois isso pressupõem amar a Deus, ao irmão e a criação. João, ao falar sobre Jesus nos coloca que para podermos amar a Deus, que não vemos, precisamos antes amar ao próximo a quem vemos (Cf. I Jo 4, 12-21).

Assim, nós tradicionalmente, desde a época do Êxodo nós criamos diversos deuses para satisfazer as nossas necessidades, ignorando o que Deus faz por nós. Nós somos um povo que não sabe reconhecer o amor de Deus por nós, embora Deus continue a proteger aqueles que O aceitam, mas para isso realmente ocorra é necessário que nós estejamos prontos a perdoar e buscar o perdão do irmão, e depois o perdão a Deus. 

De qualquer forma, o Senhor não esquece aqueles que escolhe, mas pode castigar a todos que não obedecem. É importante sabermos que o Senhor nunca realiza o que o Homem quer, mas o que ele precisa. Por isso mesmo, muitos pensam que o Senhor é mau, mas ele nos dá apenas aquilo que podemos carregar e não como os fariseus, criticados por Jesus, que atam fardos pesados nas costas do irmão, mas não são capazes e nem tentam mover eles (Cf. Mt 23, 2-7). 

O Senhor é dono da Vida, ele nos oferece a vida para que seja construída no amor. Por isso, o Senhor perdoa a todos os que realmente se arrependem e é fiel aos seus escolhidos fazendo do seu povo um povo grande juntando todos que aceitam o Senhor com aqueles que abraçam a fé em seu filho Jesus Cristo! Mas Deus, reconhece o ser humano como um ser fraco, por isso, mesmo ele rompendo com suas promessas (aliança), o Senhor sempre o perdoa e cumpre a sua parte e protege o seu povo. Mesmo assim, muitos não conseguem acreditar em Jesus, não aceitam ou não conseguem acreditar em Cristo. 

O Pai dá testemunho do seu Filho e o próprio Jesus sabe que o testemunho do Pai e sempre verdadeiro. Mas o que se fala de João Batista? João Batista foi testemunha de Jesus, aquele anunciado pelo profeta Isaíais como aquele que vem para preparar os caminhos do Senhor, do Messias (cf. Is 40,3s). Assim, aquele que acredita em Jesus, encontra a salvação e João Batista foi a primeira luz que indicava o caminho, uma luz temporária que leva a verdadeira fonte de luz, que é Jesus. Ele é a luz do mundo e o sal da terra e nós como filhos de Deus também somos chamados pelo próprio Mestre como sendo, também, sal da Terra e Luz do Mundo, afinal devemos levar Cristo a todos e a cada um! Por isso, Jesus nos dá a vida e é o próprio Pai que mostra e aponta Jesus. Para aceitar Deus, é necessário ouvir com o coração a Palavra de Jesus devemos entender que as Sagradas Escrituras em si não são a fonte da vida, elas são sim o caminho para se encontrar a Luz de Jesus. 

Não é nosso orgulho que nos leva a Deus mas precisamos encontrar o verdadeiro sentido do amor a Deus para encontrar o Pai. Jesus veio em nome do Pai e nós o rejeitamos, pois o ser humano se acha dono do mundo e da verdade, não devemos buscar o reconhecimento das nossas próprias obras, mas buscar o amor. Lembrem que aquele que busca apenas a escritura como fonte de fé não encontra o amor de Deus, pois sim torna-se uma pessoa fundamentalista. 

Para se mostrar fiel ao senhor, é preciso, antes de tudo, aceitar as Sagradas Escrituras no coração e receber Jesus e suas obras com amor, pois aquele que não deixa a Palavra de Deus entrar no seu coração, não aceita a Jesus na sua vida.

Reflexão Jr 7, 23-28; Lc 11,14-23

 Quando Deus nos chama, Ele nos chama para sermos o seu povo, mas somente aqueles que aceitam o Senhor, receberá a felicidade para seguir os seus caminhos. Mas como é difícil seguir ao Senhor, acabamos por ignora o chamado do Senhor. Assim, o Senhor nos oferece os Profetas para mostrar o Seu Caminho, mesmo que ninguém queira ouvir ao Senhor!

Para mudarmos a nossa vida, antes precisamos aceitar nossos erros e nos converter e aceitar a Palavra do Senhor, mas pelos nossos pecados, acabamos calados. Para sermos, realmente, povo de Deus, precisamos escutar a Deus e assim seremos chamados Seu povo. Afinal, aquele que aceita o Senhor, receberá a felicidade em seus caminhos. Nós construímos dificuldades e colocamos muitas dúvidas sobre o projeto de Jesus, mas para sermos realmente fiéis ao projeto de Deus, devemos ser unidos, afinal, o mesmo peso utilizado para julgar, será usado em nosso julgamento.

Jesus seguia o projeto de Deus, e nos convida a seguir Ele também, mas não podemos usar a força como meio de autoproteção. O convite é para que sigamos Jesus, cumprindo o seu projeto de amor!