O povo judeu alimentava-se basicamente de peixes. Assim, comer carne vermelha era algo muito raro para eles. Comiam principalmente carnes em festas como a da Páscoa, quando deveriam matar e comer um cordeiro assado, como é previsto no Livro do Êxodo. Por isso, as sociedades europeias que também tinha essa tradição de comer peixes, especialmente peixes de água gelada como o bacalhau, passaram a divulgar que comer algo não trivial nas refeições da Quaresma (especialmente nas quartas e sextas-feiras (todas elas) seriam um desrespeito ao Senhor. Na quarta-feira marcava sempre a tradição do início da quaresma (Quarta-feira de Cinzas) e a sexta-feira sempre fazia memória a Sexta-feira da Paixão (ou Sexta-feira Santa), em que o Senhor foi morto. Por isso passou-se a se colocar que na Sexta-feira Santa não se devia comer “carnes” ou “alimentos” festivos.

O que ocorre é que, na nossa sociedade, acabamos por trocar o dia festivo com o dia de reclusão e reflexão. Ai o povo come peixe, em especial o Bacalhau (culpa dos portugueses, que comiam bacalhau no dia a dia, especialmente com batatas e couves) e deixa a carne (se bem que hoje em dia nem está tão fácil assim comer carne…), enquanto prato comum, para comer no dia celebrativo que é o dia de Páscoa, em que celebramos a ressurreição do Senhor. O mais correto na Sexta-feira Santa seria comer algo simples, do dia a dia, ovo, linguiça, salsicha ou outra coisa qualquer que se come todos os dias, reservando, inclusive o peixe inclusive o bacalhau para a festa de Páscoa e assim celebrar a ressurreição!.
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