segunda-feira, 28 de outubro de 2013

História da Origem da Comunidade Santa Madalena – Paróquia da Reconciliação - Atual Paróquia Santa Madalena

Baseado nas memórias de Dona Terezinha Vita Garcia mostrando os relatos de Luiz Garcia, com apoio de Benedito Garcia.

A nossa história começa no ano de 1964, quando as vilas da região começaram a se formar. Dona Terezinha e o Sr. Luiz moravam na região da atual Vila Renato, Jardim Adutora, que são os loteamentos mais velhos e como sempre foram católicos muito devotos iam a missa de domingo na comunidade Nossa Senhora de Fátima, no bairro de Sapopemba, ou na Vila Clarissa (Vila Lucinda), no município de Santo André.
Dona Terezinha e o Sr. Luiz cortavam caminho por uma chácara abandonada que ficava, mais ou menos, onde hoje esta a Escola Estadual Aroldo de Azevedo (Av. Inácio de Anhaia Melo) para chegar a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Sapopemba
No ano de 1965, vendo a devoção da família os vizinhos começaram a se organizar com suas famílias em torno do Sr. Luiz e da Dona Terezinha para rezarem o terço todo domingo. Gostaria de lembrar que em 1965 encerrou-se o Concilio Vaticano II, e o terço era uma forma muito presente de manifestação da fé popular na época.
O terço começou a ser rezado por conta de uma promessa dedicada a São João, realizada por uma certa dona Maria, esposa de um certo Sr. Joaquim. No dia combinado a casa se encheu com muitas pessoas que buscavam manifestar a sua fé.
Surgiu ai o primeiro embrião do que seria no futuro a comunidade, ou seja com a reza do terço todos os domingos, cada dia na casa de uma pessoa. Esse projeto, recebeu o apoio e ajuda de dona Albertina (que hoje manifesta uma outra fé, tornou-se evangélica).
Esse embrião estava estruturado da seguinte forma, enquanto o Sr. Luiz puxava o terço, dona Albertina e dona Terezinha, alem de outras mulheres buscavam as casas onde iriam realizar a reza.
A companhia loteadora tinha cedido um lote de terreno na Vila Renato para a construção de uma igreja, mas o lote era caído para o fundo e muito pequeno. Isso ainda antes da abertura da venda do loteamento Parque Santa Madalena.
Entre os anos de 1965 e 1966, o grupo se organizou, criando uma estrutura coordenada na forma de diretoria, e buscaram na Cúria o apoio para a construção de uma comunidade. Foram ao encontro de D. Bruno, na época o bispo auxiliar e do Arcebispo Dom Carlos Carmelo Vasconcelos Melo, que logo depois tornou-se bispo da arquidiocese de Aparecida do Norte. Eles autorizaram ao grupo procurar um terreno em que pudesse ser construída a igreja, passando para o grupo o número do telefone do bispo, caso encontrassem um terreno “digno”.
Quando se iniciaram a venda dos lotes no Loteamento Parque Santa Madalena, o bispo veio a auxiliou o grupo, que comprou três lotes de terreno (onde hoje esta a comunidade), sendo que a Cúria pagou a entrada e a então nascente comunidade tinha que pagar as prestações e ainda construir o templo.
Compraram o terreno por volta do ano de 1967 e o cercaram com cerca de arame farpado.
Para angariar os fundos, começaram a realizar quermesses que duravam mais ou menos três meses por ano, alem de festas organizadas principalmente durante os feriados, buscando juntar recursos para o pagamento das prestações e para a construção do templo. Nessa época não havia no loteamento nem água e nem energia elétrica. Para abastecer a comunidade (a igreja), inclusive a obra foi cavado um poço de 23 metros de profundidade, mas que gerava pouca água. Então, para se dar continuidade à obra era preciso comprar água. A luz era apenas a de lampiões a querosene ou bicos de gás. Alem da quermesse, ainda em 1967, começaram uma campanha para angariar material de construção, como cal, areia e até cimento.
Saiam de caminhão buscando nas várias chácaras existentes no entorno do bairro material que pudesse ser doado e leiloado durante as quermesses.
Com o material arrecadado nas campanhas (principalmente) começaram a construir o salão em regime de mutirão e sob a coordenação de um pedreiro profissional, que infelizmente era alcoólatra, hoje falecido, chamado Arthur.
Em 1968, quando a obra estava na altura do telhado, uma forte chuva com rajadas de vento derrubou mais da metade da construção, e a obra ficou parada por alguns anos.
Com a chegada dos Capuchinhos na comunidade Nossa Senhora de Fátima do Sapopemba, em especial os freis Mateus e Jerônimo que se comprometeram a auxiliar a comunidade na construção do salão paroquial. Quando derrubaram a antiga capela de Nossa Senhora de Fátima no Sapopemba, para a construção da atual Igreja, comprometeram e enviaram materiais em bom estado para a construção do salão paroquial da atual Igreja Santa Madalena. Alem disso, enviaram um engenheiro para orçar e orientar a construção do salão. A comunidade pagou ao engenheiro o tratado, com recursos provindos principalmente das quermesses. 
A construção foi realizada como se fosse um “salão comercial” ou um “galpão”. Em nada lembrava uma Igreja.
O Sr. Luiz construiu uma cruz de madeira e numa procissão em que os meninos iam vestidos de franciscanos (inclusive o seu filho Benedito) foi solenemente colocada no alto da entrada do salão comunitário.
Uma vez por mês vinha um padre celebrar a missa na comunidade, que mesmo antes de ter o salão paroquial tinha um cruzeiro (mais ou menos onde hoje esta o salão paroquial). A comunidade foi inaugurada oficialmente em 1970, e um padre da comunidade Cristo Rei, chamado Padre José Glicério foi nomeado como o primeiro Padre da nossa comunidade, e ficou até o ano de 1974, quando então, solicitou seu afastamento dos votos para contrair matrimônio.
Interessante observar que o Pe José Glicério, antes de ser nomeado para a comunidade Cristo Rei, prestou serviços missionários na África, o que gerou um certo pouco caso pelo acabamento da comunidade, não se preocupava com a aparência simples do salão paroquial. Um episódio interessante foi o que se segue: Como não havia forro, muitos passarinhos, em especial pardais, faziam ninho no telhado do salão. Certo dia, durante a celebração de uma missa, um passarinho sujou a cabeça do Pe. José Glicério, e ele percebeu a necessidade de se colocar forro no salão da comunidade.
As esculturas que decoram até hoje a nossa comunidade (madeira entalhada) foram feitas por um amigo alemão do Pe. José Glicério, e doadas a comunidade.
Com a sua saída, entra o Padre Juarez, um jovem padre de origem catarinense, que foi o responsável pela reforma e atual configuração da nave da comunidade, reforma essa levada a cabo com recursos provindos de doações da Alemanha. Depois, escreveu a Roma e solicitou seu afastamento dos votos sacerdotais para contrair matrimônio, por volta de 1977.


Foto da Consagração da Comunidade, cedida pela Dona Terezinha e Família. Ao centro (com a mitra) Dom Paulo Evaristo Arnes, a sua direita o Pe. José Glicério e a sua esquerda o Pe. Francisco, que depois foi ordenado Bispo de Osasco.
Em seu lugar, tivemos o Padre Moacir, muito ativo e ficou na comunidade por volta de quatro anos (1981). Com a sua saída, entram na administração da comunidade a ordem dos Combonianos, que coordenam a comunidade até a chegada do Pe. Eduardo Aparecido, ocorrida por volta de 1993.
A consagração da comunidade ocorreu, se não falha a memória, em 12/12/1971.
Outras curiosidades que envolvem a comunidade foi a briga e afastamento de uma de suas fundadoras, a Sra. Albertina que discutiu e brigou com o então padre responsável pela comunidade, Padre Valentino, o que fez com que ela, inclusive, se afastasse da fé católica.
Durante a construção da comunidade a família do Sr. Luiz, dona Terezinha e seus filhos moraram no terreno da comunidade (nove anos e meio), o que gerou um sem número de acusações injustas, como a de roubar a comunidade.
“Embora o desejo inicial da família tenha sido morar próximo a igreja, essa proximidade gerou muito sofrimento, mas muitos falavam por inveja!” como relata a dona Terezinha. Em 1980 a família saiu do terreno da comunidade, mas continua forte e presente em sua história, seja com o Bene, seja com o Luizinho (canto) seja com os netos e netas do casal!



SUBSÍDIOS SOBRE LITURGIA


O Texto original foi utilizado num encontrão realizada na Paróquia Reconciliação - Com. Pq. Sta. Madalena (atual Paróquia Santa Madalena), realizado em 27/09/1997, por Zacarias Ribeiro Lobo, tendo como assunto: Liturgia e Missa Explicativa.

I - Introdução:
                        Celebrar, significa dar importância, honrar, exaltar, cercar de cuidados  e de estima. Por isso na Celebração, devemos nos comportar  com respeito e não só para com as pessoas, mas também com o Cristo Ressuscitado que invocamos pela nossa Celebração.
                        Como proposta para apresentar este encontro, prepare uma mesa, ou no próprio altar, uma exposição com os principais objetos litúrgicos.

II. O que é Liturgia:
                        Liturgia é uma conversa de DEUS com o Homem. É sinal da presença de Cristo entre todos nós, e a Celebração da Vida.

2.1. Espaço Celebrativo:
                        Espaço Celebrativo, é o espaço físico onde fazemos a celebração. Esse espaço não precisa ser necessariamente o salão da igreja, mas qualquer lugar onde podemos celebrar, como um terreno, nossa casa, etc.

2.2. Vestimentas:
                        As roupas usadas pelos celebrantes e ministros são chamadas PARAMENTOS, e devem estar sempre em bom estado, limpas, passadas, etc.

2.2.1. Partes dos Paramentos:
                        Os principais paramentos são:
Alva ou Túnica: Veste longa, de cor branca, usada por todos os ministros.
Estola: Veste litúrgica do sacerdote. Em forma de 2 tiras, passa ao redor do pescoço e desce pela frente acompanhando o comprimento da Alva.
                        Os diáconos usam a estola de atravessado, ou a tiracolo sobre o ombro esquerdo, pendendo para o lado direito.
Casula: Veste própria do sacerdote que preside a Celebração. Espécie de manto que se veste sobre a Alva e a Estola. A casula obedece a cor litúrgica do dia.

2.2.2. Cores Litúrgicas:
                        As cores dos paramentos, não são escolhidas pelos celebrantes. Elas são definidas conforme o tempo litúrgico.
Branco:  simboliza a Paz, vitória, a alma pura. É usada nos ofícios e missas do tempo Pascal e do Natal, nas festas em memória do Senhor, exceto as da Paixão. Nas festas em memória da Bem Aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.
Vermelho: Simboliza o fogo, o sangue e o amor Divino, o martírio. É usado no Domingo da Paixão (domingo de Ramos), na Sexta Feira Santa, no Domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires.
Verde: Representa o verde das plantações, a semente que germinou e se fez planta. É usado nos oficios e missas do tempo comum.
Roxo: Simboliza a penitência. É usada  no tempo do advento  e na quaresma. Pode também ser usado no Oficio  pelos mortos.
Preto: É símbolo de luto. Pode ser usada nas missas pelos mortos.
Rosa: Simboliza a alegria. Pode ser usado no III domingo do advento, e IV domingo da Quaresma.
                        Quanto ao tempo do advento, hoje há uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para diferenciá-lo do tempo quaresmal  (penitencia) e acentuar  a dimensão de alegre expectativa da vinda do Senhor. Nas missas pelos defuntos, usa-se o roxo ou o preto. Mas tem-se usado também o branco, para se dar ênfase não à dor, mas à ressurreição.

2.2.3. Objetos Litúrgicos:
                        Vamos ver agora, os principais objetos Litúrgicos:
Ambula, Cibório ou Píxide: Recipiente para a conservação e distribuição das hóstias.
Aspersório: instrumento que se utiliza para aspergir água benta sobre os fieis ou objetos. Pode ser substituído, por um ramo ou galho de planta.
Caldeirinha: recipiente no qual se coloca água benta para aspersão das pessoas ou objetos.
Cálice: recipiente no qual se consagra o vinho durante a Celebração Eucarística. Tanto o Cálice como a âmbula, devem ser de  material NOBRE (metais nobres, madeiras nobres, etc.)
Círio Pascal: Vela grande  que é benzida e solenemente introduzida na igreja  no início da vigília Pascal, em seguida colocada ao lado da mesa da palavra ou ao lado do altar. O círio permanece aceso  durante as ações Litúrgicas do tempo Pascal (até a festa de Pentecostes). Em muitos lugares costuma-se colocar o círio ao lado da fonte ou pia batismal, acendendo-o em cada celebração batismal. O círio Pascal, aceso, o Cristo ressuscitado. A luz do Círio Pascal simboliza o Cristo ressuscitado.
Patena: pequeno prato de material nobre para conter a hóstia durante a celebração da missa.
Pala:  Cartão revestido de pano para cobrir a patena e o cálice. 
Corporal:  Tecido de forma quadrada sobre o qual se depõem o cálice com vinho e a Patena com a Hóstia.
Manustérigo: Pequena toalha com a qual o sacerdote usa para enxugar  a mão após lava-la durante a missa.
Partícula: Pequeno pedaço de pão sem fermento que será consagrado e oferecido aos fieis.
Ostensório: Objeto que serve para expor a hóstia  consagrada à adoração dos fieis, e para dar a benção eucarística.
Galhetas: Dois recipientes contendo respectivamente a água e o vinho para a celebração Eucarística.
Hóstia: Pedaço de pão não fermentado, usado na celebração Eucarística, para a comunhão. É comum ter a forma Circular.
Reserva Eucarística: Partícula consagrada guardada no sacrário.
Sanguinho ou purificatório: tecido  retangular com o qual o sacerdote, depois da comunhão seca o cálice e, se for preciso a boca e os dedos.
Teca: pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a eucaristia aos enfermos. É usada também na celebração eucarística para conter as partículas.

2.2.4. Espaço Celebrativo:
Altar: Mesa fixa ou móvel destinada à celebração Eucarística.
Ambão ou mesa da Palavra: estante de onde se proclama a palavra de DEUS.
Nave:  Espaço onde ficam os fieis.
Presbitério: espaço ao redor do altar geralmente um pouco elevado onde se realiza os ritos sagrados.
Púlpito:  Nas igrejas mais antigas, lugar de onde o sacerdote  dirige a pregação.
Sacrário ou tabernáculo: espécie de pequena urna onde se guarda o Santíssimo Sacramento.

III. Partes  da Missa:
3.1 Como se comportar:
                        Devemos nos comportar  com respeito, para com todos e em especial pelo Cristo ressuscitado que será invocado na nossa celebração.

3.2. Ritos Iniciais:
3.2.1. Acolhida:
                        O comentarista  faz um breve relato  sobre o assunto da celebração, depois a assembléia recebe os celebrantes, e o presidente da celebração com um canto e em pé.
                        O celebrante, também chamado presidente da celebração, faz a saudação, invocando  o nome de DEUS, por meio da Santíssima Trindade, em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo e nós respondemos Amem.
                        A palavra AMEM, é de origem hebraica que alguns traduzem por assim seja, assim aconteça. Esta palavra não se traduz. O Apocalipse (3,14) chama o Jesus de o Amém e a 2 Cor 1,20 afirma que é em Jesus que dizemos Amém. Santo Agostinho  diz que  o nosso amém é a nossa assinatura, nosso compromisso.

3.2.2. Ato Penitencial:
                        Pelo Ato Penitencial, nós nos colocamos em frente a DEUS, e arrependidos pedimos perdão pelas nossas faltas.  Pelo Ato Penitencial, bem como pelo sacramento da Reconciliação (confissão), pedimos a DEUS o seu perdão para podermos  participar com mais liberdade  do ministério da ressurreição.
                        Após o Ato Penitencial, damos Gloria ao Nosso DEUS, pois já temos a certeza que DEUS em sua infinita bondade nos dará a certeza da libertação.

3.3. Liturgia da Palavra:
                        A liturgia da Palavra é composta por leituras da Bíblia , por isso são Palavras  de DEUS.
                        A Primeira Leitura é um texto do Antigo Testamento, depois vem um Salmo (retirado do livro dos Salmos, e acrescido de um refrão) chamado Salmo Responsorial, que pode ser rezado ou cantado.
                        A Segunda Leitura, que é um trecho do Novo Testamento (cartas dos apóstolos em especial de Paulo, Apocalipse ou Atos do Apóstolos).
                        A Terceira Leitura é um trecho do Evangelho, de Marcos, Matheus ou Lucas conforme o ano litúrgico (ano litúrgico A, B ou C) ou ainda do evangelho de João, por ocasião de festas ou datas especiais. Quando o Sacerdote, ou seu representante, anuncia a Proclamação do Evangelho, nós devemos fazer o sinal da cruz, que é composto de três cruzes, uma sobre a testa, significando, onde pedimos a DEUS que abençoe os nossos pensamentos, sobre a boca, para que ele abençoe as nossas palavras, que vão sair para o anuncio de seu Evangelho, e o peito, para que Ele abençoe  os nossos sentimentos.
                        Caso o sacerdote, por algum motivo precise, ele pode suprimir a Segunda Leitura.
                        Durante as leituras, que devem ser proclamadas, nós devemos prestar atenção ao texto ouvindo-o.

3.3.1. Homilia:
                        Essa é a parte que as pessoas querem sair, reclamam, se queixam e ate dormem...
                        Isso é errado pois é o momento que o presidente da celebração explica os textos lidos. Por isso devemos ouvir e escutar. Nesse momento  ele procura nos explicar de forma simples e paralela ao nosso tempo, o centro das leituras, que é a mensagem de DEUS e Cristo.

3.4. Profissão de Fé:
                        Pela Profissão de Fé, nós nos declaramos pertencentes a Cristo e crentes do DEUS Pai. O creio é nossa resposta imediata a DEUS.
                        Nas missas de Batismo, é nesse momento que o batizando faz as promessas e renuncias do Batismo e da fé Cristã.

3.5. Oração dos Fiéis:
                        São as orações da comunidade, devem ser colocadas todas as nossas intenções  tanto particulares como as comunitárias. Nas comunidades que fazem o uso do folheto, não é necessário  seguir as que foram definidas nesse folheto. O grupo de liturgia bem como a Assembléia reunida, poderá colocar outras intenções.

3.6. Liturgia Eucarística:
                        A Liturgia Eucarística, é o momento máximo da Celebração dada a razão  de que nesse momento o Cristo se faz presente  como alimento e vida.
                        Existem na Igreja diversas orações Eucarísticas, e o uso de uma ou outra é definido pelo tempo litúrgico (advento, quaresma, tempo comum) ou  conforme a festa (Páscoa, Pentecostes, Natal, etc).
                        Durante a Liturgia Eucarística, nós oferecemos, inicialmente os nossos dons, trabalhos, dinheiro, e bens materiais que pudermos (como por exemplo o Dizimo, o alimento, a doação, etc). Esse momento é chamado erroneamente de Ofertório.
                        No ofertório, é apresentado à DEUS, o Pão e o Vinho, que serão consagrados para tornarem-se o corpo e o sangue de Cristo, que iremos receber, na Eucaristia. A Eucaristia é dada por "espécie" ou seja apenas recebemos o Pão  ou o Vinho, e ambos tem o mesmo valor Eucarístico. Algumas vezes (Como por exemplo na primeira Eucaristia) recebemos as duas espécies.
                        Durante a liturgia Eucarística  o Sacerdote consagra, ou seja torna sagrado o Pão Ázimo e o Vinho, para torna-los  em Corpo e Sangue de Jesus Cristo.  

3.6.1. Consagração:
                        A consagração é a transformação  do Pão e do Vinho, no corpo e sangue de Jesus Cristo. Ela começa quando o Sacerdote anuncia: "O Senhor esteja convosco..." e termina quando ele anuncia: "Este é o mistério da nossa fé".
                        Nos devemos durante esse período, ficar em pé, em sinal de adoração e prontidão, ou ajoelhados, quando pudermos, mais jamais, durante a consagração, devemos ficar sentados.
                        Durante a consagração ocorre o verdadeiro OFERTÓRIO  que é a Doxologia, ou seja, nós nos entregamos como oferendas vivas ao Cristo, pela oração "Com Cristo, por Cristo em Cristo...", que quer dizer pertencemos a Cristo.
                        Depois, iluminados por Cristo devemos rezar com muita fé a oração que Ele mesmo nos ensinou, O Pai-Nosso, que é a preparação para  comungar com Cristo.

3.7. Ritos Finais:
                        Após o termino da Eucarística, temos a Oração após a comunhão, e a Benção final, que é um envio com Cristo ressuscitado, vivo dentro de cada participante da Eucaristia.

                        A Celebração termina como começou, com o Canto Final, e todos devemos participar desse canto, devendo sair após o seu termino. 

Batismo

I - SACRAMENTOS:
                        Para melhor nos preparar, vamos primeiro colocar uma definição de sacramento: "Sacramentos são os sinais invisíveis do amor de DEUS por nos." São definidos pela Igreja apenas sete sacramentos, pois o número sete, associa-se a perfeição e a totalidade.
                        Os sete sacramentos são:
- BATISMO - Sacramento da iniciação da vida em comunidade, com DEUS e Cristo ressuscitado.
CONFIRMAÇÃO OU CRISMA - Inicio de nossa missão - é quando recebemos o envio.
RECONCILIAÇÃO - Pelo perdão das nossas falhas (pecados), verdadeiramente arrependidos, retornamos a vida de DEUS e sua comunidade.
UNÇÃO DOS ENFERMOS - Ato de amor para com os doentes, benção especial, para que eles encontrem novamente a saúde.
- ORDEM - Sacramento da iniciação a vida consagrada, e ao serviço religioso.
- MATRIMONIO - Sacramento do inicio da vida a dois.

II SACRAMENTO DO BATISMO:
                        Conforme podemos ver no texto Mt 11, 1-6, até João Batista tinha dúvidas sobre a missão de Jesus. João Batista batizava pela água, num ritual de purificação para o perdão dos pecados. Por isso, muitas vezes  as pessoas eram batizadas muitas e muitas vezes. Quando a pessoa é batizada em nome de Jesus Cristo, ela é colocada em comunhão com o Espirito Santo, e não pode ser rebatizada para o perdão dos pecados.
                        Com o batismo instituído por Cristo, o Homem passou a iniciar o Reino de DEUS na Terra.
                  Quando Paulo escreveu a Carta aos Corintos (I Cor), no ano de +/- 56, existiam  grupos disputando e dividindo  a comunidade. Dai a necessidade de Paulo mostrar que a Igreja é como um corpo, e que Cristo é a cabeça e nós somos os membros.
                        Cada membro da nossa comunidade deveria assumir um pedaço dela, um trabalho que a faça crescer. Não é fácil, mas a comunidade somos nós. Ao sermos batizados recebemos de DEUS uma vida nova para colocar a serviço dos irmãos. Não é uma vida carnal, mas espiritual (Jo 3,1-8 Conversa com Nicodemos). E para cultivar  essa vida que é dom de DEUS, precisamos ter em mente a nossa missão Cristã.
                     O Batismo não é uma obrigação. O pai e a mãe, ou o próprio batizando deve assumir essa fé e não só com DEUS, mas com a comunidade que o recebe, dai o trecho do Evangelho de Mateus (Mt 28, 16-20), que coloca que todos que desejam, devem ser batizados para que Cristo possa  continuar vivo no meio de nós.