segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SUBSÍDIOS SOBRE LITURGIA


O Texto original foi utilizado num encontrão realizada na Paróquia Reconciliação - Com. Pq. Sta. Madalena (atual Paróquia Santa Madalena), realizado em 27/09/1997, por Zacarias Ribeiro Lobo, tendo como assunto: Liturgia e Missa Explicativa.

I - Introdução:
                        Celebrar, significa dar importância, honrar, exaltar, cercar de cuidados  e de estima. Por isso na Celebração, devemos nos comportar  com respeito e não só para com as pessoas, mas também com o Cristo Ressuscitado que invocamos pela nossa Celebração.
                        Como proposta para apresentar este encontro, prepare uma mesa, ou no próprio altar, uma exposição com os principais objetos litúrgicos.

II. O que é Liturgia:
                        Liturgia é uma conversa de DEUS com o Homem. É sinal da presença de Cristo entre todos nós, e a Celebração da Vida.

2.1. Espaço Celebrativo:
                        Espaço Celebrativo, é o espaço físico onde fazemos a celebração. Esse espaço não precisa ser necessariamente o salão da igreja, mas qualquer lugar onde podemos celebrar, como um terreno, nossa casa, etc.

2.2. Vestimentas:
                        As roupas usadas pelos celebrantes e ministros são chamadas PARAMENTOS, e devem estar sempre em bom estado, limpas, passadas, etc.

2.2.1. Partes dos Paramentos:
                        Os principais paramentos são:
Alva ou Túnica: Veste longa, de cor branca, usada por todos os ministros.
Estola: Veste litúrgica do sacerdote. Em forma de 2 tiras, passa ao redor do pescoço e desce pela frente acompanhando o comprimento da Alva.
                        Os diáconos usam a estola de atravessado, ou a tiracolo sobre o ombro esquerdo, pendendo para o lado direito.
Casula: Veste própria do sacerdote que preside a Celebração. Espécie de manto que se veste sobre a Alva e a Estola. A casula obedece a cor litúrgica do dia.

2.2.2. Cores Litúrgicas:
                        As cores dos paramentos, não são escolhidas pelos celebrantes. Elas são definidas conforme o tempo litúrgico.
Branco:  simboliza a Paz, vitória, a alma pura. É usada nos ofícios e missas do tempo Pascal e do Natal, nas festas em memória do Senhor, exceto as da Paixão. Nas festas em memória da Bem Aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.
Vermelho: Simboliza o fogo, o sangue e o amor Divino, o martírio. É usado no Domingo da Paixão (domingo de Ramos), na Sexta Feira Santa, no Domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires.
Verde: Representa o verde das plantações, a semente que germinou e se fez planta. É usado nos oficios e missas do tempo comum.
Roxo: Simboliza a penitência. É usada  no tempo do advento  e na quaresma. Pode também ser usado no Oficio  pelos mortos.
Preto: É símbolo de luto. Pode ser usada nas missas pelos mortos.
Rosa: Simboliza a alegria. Pode ser usado no III domingo do advento, e IV domingo da Quaresma.
                        Quanto ao tempo do advento, hoje há uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para diferenciá-lo do tempo quaresmal  (penitencia) e acentuar  a dimensão de alegre expectativa da vinda do Senhor. Nas missas pelos defuntos, usa-se o roxo ou o preto. Mas tem-se usado também o branco, para se dar ênfase não à dor, mas à ressurreição.

2.2.3. Objetos Litúrgicos:
                        Vamos ver agora, os principais objetos Litúrgicos:
Ambula, Cibório ou Píxide: Recipiente para a conservação e distribuição das hóstias.
Aspersório: instrumento que se utiliza para aspergir água benta sobre os fieis ou objetos. Pode ser substituído, por um ramo ou galho de planta.
Caldeirinha: recipiente no qual se coloca água benta para aspersão das pessoas ou objetos.
Cálice: recipiente no qual se consagra o vinho durante a Celebração Eucarística. Tanto o Cálice como a âmbula, devem ser de  material NOBRE (metais nobres, madeiras nobres, etc.)
Círio Pascal: Vela grande  que é benzida e solenemente introduzida na igreja  no início da vigília Pascal, em seguida colocada ao lado da mesa da palavra ou ao lado do altar. O círio permanece aceso  durante as ações Litúrgicas do tempo Pascal (até a festa de Pentecostes). Em muitos lugares costuma-se colocar o círio ao lado da fonte ou pia batismal, acendendo-o em cada celebração batismal. O círio Pascal, aceso, o Cristo ressuscitado. A luz do Círio Pascal simboliza o Cristo ressuscitado.
Patena: pequeno prato de material nobre para conter a hóstia durante a celebração da missa.
Pala:  Cartão revestido de pano para cobrir a patena e o cálice. 
Corporal:  Tecido de forma quadrada sobre o qual se depõem o cálice com vinho e a Patena com a Hóstia.
Manustérigo: Pequena toalha com a qual o sacerdote usa para enxugar  a mão após lava-la durante a missa.
Partícula: Pequeno pedaço de pão sem fermento que será consagrado e oferecido aos fieis.
Ostensório: Objeto que serve para expor a hóstia  consagrada à adoração dos fieis, e para dar a benção eucarística.
Galhetas: Dois recipientes contendo respectivamente a água e o vinho para a celebração Eucarística.
Hóstia: Pedaço de pão não fermentado, usado na celebração Eucarística, para a comunhão. É comum ter a forma Circular.
Reserva Eucarística: Partícula consagrada guardada no sacrário.
Sanguinho ou purificatório: tecido  retangular com o qual o sacerdote, depois da comunhão seca o cálice e, se for preciso a boca e os dedos.
Teca: pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a eucaristia aos enfermos. É usada também na celebração eucarística para conter as partículas.

2.2.4. Espaço Celebrativo:
Altar: Mesa fixa ou móvel destinada à celebração Eucarística.
Ambão ou mesa da Palavra: estante de onde se proclama a palavra de DEUS.
Nave:  Espaço onde ficam os fieis.
Presbitério: espaço ao redor do altar geralmente um pouco elevado onde se realiza os ritos sagrados.
Púlpito:  Nas igrejas mais antigas, lugar de onde o sacerdote  dirige a pregação.
Sacrário ou tabernáculo: espécie de pequena urna onde se guarda o Santíssimo Sacramento.

III. Partes  da Missa:
3.1 Como se comportar:
                        Devemos nos comportar  com respeito, para com todos e em especial pelo Cristo ressuscitado que será invocado na nossa celebração.

3.2. Ritos Iniciais:
3.2.1. Acolhida:
                        O comentarista  faz um breve relato  sobre o assunto da celebração, depois a assembléia recebe os celebrantes, e o presidente da celebração com um canto e em pé.
                        O celebrante, também chamado presidente da celebração, faz a saudação, invocando  o nome de DEUS, por meio da Santíssima Trindade, em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo e nós respondemos Amem.
                        A palavra AMEM, é de origem hebraica que alguns traduzem por assim seja, assim aconteça. Esta palavra não se traduz. O Apocalipse (3,14) chama o Jesus de o Amém e a 2 Cor 1,20 afirma que é em Jesus que dizemos Amém. Santo Agostinho  diz que  o nosso amém é a nossa assinatura, nosso compromisso.

3.2.2. Ato Penitencial:
                        Pelo Ato Penitencial, nós nos colocamos em frente a DEUS, e arrependidos pedimos perdão pelas nossas faltas.  Pelo Ato Penitencial, bem como pelo sacramento da Reconciliação (confissão), pedimos a DEUS o seu perdão para podermos  participar com mais liberdade  do ministério da ressurreição.
                        Após o Ato Penitencial, damos Gloria ao Nosso DEUS, pois já temos a certeza que DEUS em sua infinita bondade nos dará a certeza da libertação.

3.3. Liturgia da Palavra:
                        A liturgia da Palavra é composta por leituras da Bíblia , por isso são Palavras  de DEUS.
                        A Primeira Leitura é um texto do Antigo Testamento, depois vem um Salmo (retirado do livro dos Salmos, e acrescido de um refrão) chamado Salmo Responsorial, que pode ser rezado ou cantado.
                        A Segunda Leitura, que é um trecho do Novo Testamento (cartas dos apóstolos em especial de Paulo, Apocalipse ou Atos do Apóstolos).
                        A Terceira Leitura é um trecho do Evangelho, de Marcos, Matheus ou Lucas conforme o ano litúrgico (ano litúrgico A, B ou C) ou ainda do evangelho de João, por ocasião de festas ou datas especiais. Quando o Sacerdote, ou seu representante, anuncia a Proclamação do Evangelho, nós devemos fazer o sinal da cruz, que é composto de três cruzes, uma sobre a testa, significando, onde pedimos a DEUS que abençoe os nossos pensamentos, sobre a boca, para que ele abençoe as nossas palavras, que vão sair para o anuncio de seu Evangelho, e o peito, para que Ele abençoe  os nossos sentimentos.
                        Caso o sacerdote, por algum motivo precise, ele pode suprimir a Segunda Leitura.
                        Durante as leituras, que devem ser proclamadas, nós devemos prestar atenção ao texto ouvindo-o.

3.3.1. Homilia:
                        Essa é a parte que as pessoas querem sair, reclamam, se queixam e ate dormem...
                        Isso é errado pois é o momento que o presidente da celebração explica os textos lidos. Por isso devemos ouvir e escutar. Nesse momento  ele procura nos explicar de forma simples e paralela ao nosso tempo, o centro das leituras, que é a mensagem de DEUS e Cristo.

3.4. Profissão de Fé:
                        Pela Profissão de Fé, nós nos declaramos pertencentes a Cristo e crentes do DEUS Pai. O creio é nossa resposta imediata a DEUS.
                        Nas missas de Batismo, é nesse momento que o batizando faz as promessas e renuncias do Batismo e da fé Cristã.

3.5. Oração dos Fiéis:
                        São as orações da comunidade, devem ser colocadas todas as nossas intenções  tanto particulares como as comunitárias. Nas comunidades que fazem o uso do folheto, não é necessário  seguir as que foram definidas nesse folheto. O grupo de liturgia bem como a Assembléia reunida, poderá colocar outras intenções.

3.6. Liturgia Eucarística:
                        A Liturgia Eucarística, é o momento máximo da Celebração dada a razão  de que nesse momento o Cristo se faz presente  como alimento e vida.
                        Existem na Igreja diversas orações Eucarísticas, e o uso de uma ou outra é definido pelo tempo litúrgico (advento, quaresma, tempo comum) ou  conforme a festa (Páscoa, Pentecostes, Natal, etc).
                        Durante a Liturgia Eucarística, nós oferecemos, inicialmente os nossos dons, trabalhos, dinheiro, e bens materiais que pudermos (como por exemplo o Dizimo, o alimento, a doação, etc). Esse momento é chamado erroneamente de Ofertório.
                        No ofertório, é apresentado à DEUS, o Pão e o Vinho, que serão consagrados para tornarem-se o corpo e o sangue de Cristo, que iremos receber, na Eucaristia. A Eucaristia é dada por "espécie" ou seja apenas recebemos o Pão  ou o Vinho, e ambos tem o mesmo valor Eucarístico. Algumas vezes (Como por exemplo na primeira Eucaristia) recebemos as duas espécies.
                        Durante a liturgia Eucarística  o Sacerdote consagra, ou seja torna sagrado o Pão Ázimo e o Vinho, para torna-los  em Corpo e Sangue de Jesus Cristo.  

3.6.1. Consagração:
                        A consagração é a transformação  do Pão e do Vinho, no corpo e sangue de Jesus Cristo. Ela começa quando o Sacerdote anuncia: "O Senhor esteja convosco..." e termina quando ele anuncia: "Este é o mistério da nossa fé".
                        Nos devemos durante esse período, ficar em pé, em sinal de adoração e prontidão, ou ajoelhados, quando pudermos, mais jamais, durante a consagração, devemos ficar sentados.
                        Durante a consagração ocorre o verdadeiro OFERTÓRIO  que é a Doxologia, ou seja, nós nos entregamos como oferendas vivas ao Cristo, pela oração "Com Cristo, por Cristo em Cristo...", que quer dizer pertencemos a Cristo.
                        Depois, iluminados por Cristo devemos rezar com muita fé a oração que Ele mesmo nos ensinou, O Pai-Nosso, que é a preparação para  comungar com Cristo.

3.7. Ritos Finais:
                        Após o termino da Eucarística, temos a Oração após a comunhão, e a Benção final, que é um envio com Cristo ressuscitado, vivo dentro de cada participante da Eucaristia.

                        A Celebração termina como começou, com o Canto Final, e todos devemos participar desse canto, devendo sair após o seu termino. 

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