O Texto original foi utilizado num encontrão realizada na Paróquia Reconciliação - Com.
Pq. Sta. Madalena (atual Paróquia Santa Madalena), realizado em 27/09/1997, por Zacarias Ribeiro Lobo, tendo como assunto: Liturgia e Missa Explicativa.
I -
Introdução:
Celebrar, significa dar importância,
honrar, exaltar, cercar de cuidados e
de estima. Por isso na Celebração, devemos nos comportar com respeito e não só para com as pessoas,
mas também com o Cristo Ressuscitado que invocamos pela nossa Celebração.
Como proposta para apresentar este
encontro, prepare uma mesa, ou no próprio altar, uma exposição com os
principais objetos litúrgicos.
II. O que é
Liturgia:
Liturgia é uma conversa de DEUS com
o Homem. É sinal da presença de Cristo entre todos nós, e a Celebração da Vida.
2.1. Espaço
Celebrativo:
Espaço Celebrativo, é o espaço
físico onde fazemos a celebração. Esse espaço não precisa ser necessariamente o
salão da igreja, mas qualquer lugar onde podemos celebrar, como um terreno,
nossa casa, etc.
2.2.
Vestimentas:
As roupas usadas pelos celebrantes e
ministros são chamadas PARAMENTOS, e devem estar sempre em bom estado, limpas,
passadas, etc.
2.2.1. Partes
dos Paramentos:
Os principais paramentos são:
Alva ou Túnica: Veste longa, de cor branca,
usada por todos os ministros.
Estola: Veste litúrgica do sacerdote. Em forma de 2 tiras,
passa ao redor do pescoço e desce pela frente acompanhando o comprimento da
Alva.
Os diáconos usam a estola de
atravessado, ou a tiracolo sobre o ombro esquerdo, pendendo para o lado
direito.
Casula: Veste própria do sacerdote
que preside a Celebração. Espécie de manto que se veste sobre a Alva e a
Estola. A casula obedece a cor litúrgica do dia.
2.2.2. Cores Litúrgicas:
As cores dos paramentos, não são
escolhidas pelos celebrantes. Elas são definidas conforme o tempo litúrgico.
Branco: simboliza a Paz, vitória, a alma pura. É usada nos ofícios e
missas do tempo Pascal e do Natal, nas festas em memória do Senhor, exceto as
da Paixão. Nas festas em memória da Bem Aventurada Virgem Maria, dos Santos
Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de todos os Santos, São João Batista,
São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo.
Vermelho: Simboliza o fogo, o sangue e o amor Divino, o
martírio. É usado no Domingo da Paixão (domingo de Ramos), na Sexta Feira
Santa, no Domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas
festas dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires.
Verde: Representa o verde das
plantações, a semente que germinou e se fez planta. É usado nos oficios e
missas do tempo comum.
Roxo: Simboliza a penitência. É usada no tempo do advento e na quaresma. Pode também ser usado no
Oficio pelos mortos.
Preto: É símbolo de luto. Pode ser
usada nas missas pelos mortos.
Rosa: Simboliza a alegria. Pode
ser usado no III domingo do advento, e IV domingo da Quaresma.
Quanto ao tempo do advento, hoje há
uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para diferenciá-lo do tempo
quaresmal (penitencia) e acentuar a dimensão de alegre expectativa da vinda do
Senhor. Nas missas pelos defuntos, usa-se o roxo ou o preto. Mas tem-se usado
também o branco, para se dar ênfase não à dor, mas à ressurreição.
2.2.3. Objetos Litúrgicos:
Vamos ver agora, os principais
objetos Litúrgicos:
Ambula, Cibório ou Píxide: Recipiente para a
conservação e distribuição das hóstias.
Aspersório: instrumento que se utiliza
para aspergir água benta sobre os fieis ou objetos. Pode ser substituído, por
um ramo ou galho de planta.
Caldeirinha: recipiente no qual se coloca água benta para
aspersão das pessoas ou objetos.
Cálice: recipiente no qual se consagra o vinho durante a
Celebração Eucarística. Tanto o Cálice como a âmbula, devem ser de material NOBRE (metais nobres, madeiras
nobres, etc.)
Círio Pascal: Vela grande
que é benzida e solenemente introduzida na igreja no início da vigília Pascal, em seguida
colocada ao lado da mesa da palavra ou ao lado do altar. O círio permanece
aceso durante as ações Litúrgicas do
tempo Pascal (até a festa de Pentecostes). Em muitos lugares costuma-se colocar
o círio ao lado da fonte ou pia batismal, acendendo-o em cada celebração
batismal. O círio Pascal, aceso, o Cristo ressuscitado. A luz do Círio Pascal
simboliza o Cristo ressuscitado.
Patena: pequeno prato de material nobre para conter a hóstia
durante a celebração da missa.
Pala: Cartão revestido de pano para cobrir a patena e o
cálice.
Corporal: Tecido de forma quadrada sobre o qual se depõem o
cálice com vinho e a Patena com a Hóstia.
Manustérigo: Pequena toalha com a qual o sacerdote usa
para enxugar a mão após lava-la durante
a missa.
Partícula: Pequeno pedaço de pão sem fermento que será
consagrado e oferecido aos fieis.
Ostensório: Objeto que serve para expor a hóstia consagrada à adoração dos fieis, e para dar
a benção eucarística.
Galhetas: Dois recipientes contendo respectivamente a
água e o vinho para a celebração Eucarística.
Hóstia: Pedaço de pão não
fermentado, usado na celebração Eucarística, para a comunhão. É comum ter a
forma Circular.
Reserva Eucarística: Partícula
consagrada guardada no sacrário.
Sanguinho ou purificatório: tecido retangular com o qual o sacerdote, depois da
comunhão seca o cálice e, se for preciso a boca e os dedos.
Teca: pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a
eucaristia aos enfermos. É usada também na celebração eucarística para conter
as partículas.
2.2.4. Espaço
Celebrativo:
Altar: Mesa fixa ou móvel destinada
à celebração Eucarística.
Ambão ou mesa da Palavra: estante de onde se proclama
a palavra de DEUS.
Nave: Espaço onde ficam os fieis.
Presbitério: espaço ao redor do altar geralmente um pouco
elevado onde se realiza os ritos sagrados.
Púlpito: Nas igrejas mais antigas, lugar de onde o
sacerdote dirige a pregação.
Sacrário ou tabernáculo: espécie de pequena urna onde
se guarda o Santíssimo Sacramento.
III.
Partes da Missa:
3.1 Como se
comportar:
Devemos nos comportar com respeito, para com todos e em especial
pelo Cristo ressuscitado que será invocado na nossa celebração.
3.2. Ritos
Iniciais:
3.2.1.
Acolhida:
O comentarista faz um breve relato sobre o assunto da celebração, depois a
assembléia recebe os celebrantes, e o presidente da celebração com um canto e em pé.
O celebrante, também chamado
presidente da celebração, faz a saudação, invocando o nome de DEUS, por meio da Santíssima Trindade, em nome do Pai,
do Filho e do Espirito Santo e nós respondemos Amem.
A palavra AMEM, é de origem hebraica
que alguns traduzem por assim seja, assim
aconteça. Esta palavra não se traduz. O Apocalipse (3,14) chama o Jesus de
o Amém e a 2 Cor 1,20 afirma que é em
Jesus que dizemos Amém. Santo Agostinho
diz que o nosso amém é a nossa
assinatura, nosso compromisso.
3.2.2. Ato
Penitencial:
Pelo Ato Penitencial, nós nos
colocamos em frente a DEUS, e arrependidos pedimos perdão pelas nossas
faltas. Pelo Ato Penitencial, bem como
pelo sacramento da Reconciliação (confissão), pedimos a DEUS o seu perdão para
podermos participar com mais
liberdade do ministério da
ressurreição.
Após o Ato Penitencial, damos Gloria
ao Nosso DEUS, pois já temos a certeza que DEUS em sua infinita bondade nos
dará a certeza da libertação.
3.3. Liturgia
da Palavra:
A liturgia da Palavra é composta por
leituras da Bíblia , por isso são Palavras
de DEUS.
A Primeira Leitura é um texto do
Antigo Testamento, depois vem um Salmo (retirado do livro dos Salmos, e
acrescido de um refrão) chamado Salmo Responsorial, que pode ser rezado ou
cantado.
A Segunda Leitura, que é um trecho
do Novo Testamento (cartas dos apóstolos em especial de Paulo, Apocalipse ou
Atos do Apóstolos).
A Terceira Leitura é um trecho do
Evangelho, de Marcos, Matheus ou Lucas conforme o ano litúrgico (ano litúrgico A, B ou C) ou ainda do evangelho de João, por ocasião de festas ou datas especiais.
Quando o Sacerdote, ou seu representante, anuncia a Proclamação do Evangelho,
nós devemos fazer o sinal da cruz, que é composto de três cruzes, uma sobre a
testa, significando, onde pedimos a DEUS que abençoe os nossos pensamentos,
sobre a boca, para que ele abençoe as nossas palavras, que vão sair para o
anuncio de seu Evangelho, e o peito, para que Ele abençoe os nossos sentimentos.
Caso o sacerdote, por algum motivo
precise, ele pode suprimir a Segunda Leitura.
Durante as leituras, que devem ser
proclamadas, nós devemos prestar atenção ao texto ouvindo-o.
3.3.1.
Homilia:
Essa é a parte que as pessoas querem
sair, reclamam, se queixam e ate dormem...
Isso é errado pois é o momento que o
presidente da celebração explica os textos lidos. Por isso devemos ouvir e
escutar. Nesse momento ele procura nos
explicar de forma simples e paralela ao nosso tempo, o centro das leituras, que
é a mensagem de DEUS e Cristo.
3.4. Profissão
de Fé:
Pela Profissão de Fé, nós nos
declaramos pertencentes a Cristo e crentes do DEUS Pai. O creio é nossa
resposta imediata a DEUS.
Nas missas de Batismo, é nesse
momento que o batizando faz as promessas e renuncias do Batismo e da fé Cristã.
3.5. Oração
dos Fiéis:
São as orações da comunidade, devem
ser colocadas todas as nossas intenções
tanto particulares como as comunitárias. Nas comunidades que fazem o uso
do folheto, não é necessário seguir as
que foram definidas nesse folheto. O grupo de liturgia bem como a Assembléia
reunida, poderá colocar outras intenções.
3.6. Liturgia
Eucarística:
A Liturgia Eucarística, é o momento
máximo da Celebração dada a razão de
que nesse momento o Cristo se faz presente
como alimento e vida.
Existem na Igreja diversas orações
Eucarísticas, e o uso de uma ou outra é definido pelo tempo litúrgico (advento,
quaresma, tempo comum) ou conforme a
festa (Páscoa, Pentecostes, Natal, etc).
Durante a Liturgia Eucarística, nós
oferecemos, inicialmente os nossos dons, trabalhos, dinheiro, e bens materiais
que pudermos (como por exemplo o Dizimo, o alimento, a doação, etc). Esse
momento é chamado erroneamente de Ofertório.
No ofertório, é apresentado à DEUS,
o Pão e o Vinho, que serão consagrados para tornarem-se o corpo e o sangue de
Cristo, que iremos receber, na Eucaristia. A Eucaristia é dada por
"espécie" ou seja apenas recebemos o Pão ou o Vinho, e ambos tem o mesmo valor Eucarístico. Algumas vezes
(Como por exemplo na primeira Eucaristia) recebemos as duas espécies.
Durante a liturgia Eucarística o Sacerdote consagra, ou seja torna sagrado
o Pão Ázimo e o Vinho, para torna-los
em Corpo e Sangue de Jesus Cristo.
3.6.1.
Consagração:
A consagração é a transformação do Pão e do Vinho, no corpo e sangue de
Jesus Cristo. Ela começa quando o Sacerdote anuncia: "O Senhor esteja
convosco..." e termina quando ele anuncia: "Este é o mistério da
nossa fé".
Nos devemos durante esse período,
ficar em pé, em sinal de adoração e prontidão, ou ajoelhados, quando pudermos,
mais jamais, durante a consagração, devemos
ficar sentados.
Durante a consagração ocorre o
verdadeiro OFERTÓRIO que é a Doxologia, ou seja, nós nos entregamos como
oferendas vivas ao Cristo, pela oração "Com Cristo, por Cristo em
Cristo...", que quer dizer pertencemos a Cristo.
Depois, iluminados por Cristo
devemos rezar com muita fé a oração que Ele mesmo nos ensinou, O Pai-Nosso, que
é a preparação para comungar com
Cristo.
3.7. Ritos
Finais:
Após o termino da Eucarística, temos
a Oração após a comunhão, e a Benção final, que é um envio com Cristo
ressuscitado, vivo dentro de cada participante da Eucaristia.
A Celebração termina como começou,
com o Canto Final, e todos devemos participar desse canto, devendo sair após o
seu termino.
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