terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Salvação

Tomando como base o questionamento sobre a salvação do ser humano, devemos tomar a Bíblia Sagrada (Sagradas Escrituras) como base para a resposta dos questionamentos.

Assim, gostaria de lembrar que Jesus Cristo não criou ou fundou nenhuma religião, ele viveu a fé judaica, e é nesse parâmetro inicial que gostaria de iniciar a minha exposição.

Tomando como base o Livro do Apocalipse de São João (Ap), vamos ver os que foram salvos antes do sacrifício de Jesus Cristo (ouvi o número dos marcados com selo: 144.000... – cf. Ap 7, 4-8) que representam o povo judeu, fiel aos mandamentos de Deus. Da mesma forma, como bem escreve o Beato Papa João Paulo II na sua encíclica “Ut Unum Sint” (Para que Todos Sejam Um) de 25/05/1995, devemos procurar aquilo que nos aproxima, de forma a criar uma união em torno da fé comum, respeitando todas as diferenças que, por ventura, nos afastem. O peso da incompreensão, herança de um passado não tão distante, pesa sobre os ombros dos teólogos de hoje, que devem buscar a justificativa e o caminho de salvação, que deve atingir a todos os fieis, independente da sua profissão de fé!

Um dos nossos maiores erros, que muitas vezes nos levam ao fundamentalismo, tão atacado e rejeitado pela sociedade, que com razão o condena como meio de pregação, é se achar o único senhor da verdade. Assim, não podemos nos considerar como sendo os donos absolutos da verdade e da vida. Essa verdade e vida pertencem ao Senhor, nas três pessoas que o compõem (Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo). Da mesma forma, voltando a Palavra de Deus, escrita sob a Inspiração de Deus, mas por meio dos Hagiógrafos (seres humanos que usaram de sua vida, experiências e ações para colocar no “papel” as orientações de Deus), Jesus NUNCA rejeitou auxiliar os excluídos, nem lhes negou a SALVAÇÃO, independente da forma com que a sociedade lhes observava, como no caso da parábola do Bom Samaritano (Cf. Lc 10,25-37), onde a sociedade da época condenava aqueles que tinham como origem a Samaria, pois a considerava terra impura. E Jesus busca nessa rejeição várias ações, como a Samaritana que tivera vários maridos (Cf Jo 4,5-42) e que pelo seu testemunho levou a salvação a sua comunidade.

Por fim, podemos afirmar que para que haja a salvação, precisamos, antes de tudo, aceitar a vontade de Deus, dentro ou fora da Igreja, e leva-la como ferramenta de vida, proclamando a Boa Nova como ferramenta de libertação e vida e não como motivo de condenação, assim como Jesus prega aos Fariseus “Vocês atam cargas pesadas sobre os ombros dos outros, mas não as tocam nem com um dedo!” (Cf Lc 11, 46), não podemos ser agentes que, conhecendo a Boa Nova, a escondemos sob uma tigela (Cf. Mt 5-7 – Sermão da Montanha). Precisamos saber, conhecer e divulgara as ações de salvação e, mostrando a aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo, mas já estão inseridos na caridade e na bondade! Esses irmãos, independente de sua fé ou crença, não podem ser taxados como pessoas indignas de salvação!