Tomando como base o questionamento sobre a salvação do ser
humano, devemos tomar a Bíblia
Sagrada (Sagradas Escrituras) como base para a resposta dos questionamentos.
Assim, gostaria de lembrar que Jesus Cristo não criou ou
fundou nenhuma religião, ele viveu a fé judaica, e é nesse parâmetro inicial
que gostaria de iniciar a minha exposição.
Tomando como base o Livro do Apocalipse de São João (Ap),
vamos ver os que foram salvos antes do sacrifício de Jesus Cristo (ouvi
o número dos marcados com selo: 144.000... – cf. Ap 7, 4-8) que representam o
povo judeu, fiel aos mandamentos de Deus. Da mesma forma, como bem escreve o
Beato Papa João Paulo II na sua encíclica “Ut Unum Sint” (Para que Todos Sejam
Um) de 25/05/1995, devemos procurar aquilo que nos aproxima, de forma a criar
uma união em torno da fé comum, respeitando todas as diferenças que, por
ventura, nos afastem. O peso da incompreensão, herança de um passado não tão
distante, pesa sobre os ombros dos teólogos de hoje, que devem buscar a
justificativa e o caminho de salvação, que deve atingir a todos os fieis,
independente da sua profissão de fé!
Um dos nossos maiores erros, que muitas vezes nos levam ao
fundamentalismo, tão atacado e rejeitado pela sociedade, que com razão o
condena como meio de pregação, é se achar o único senhor da verdade. Assim, não
podemos nos considerar como sendo os donos absolutos da verdade e da vida. Essa
verdade e vida pertencem ao Senhor, nas três pessoas que o compõem (Santíssima
Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo). Da mesma forma, voltando a Palavra de
Deus, escrita sob a Inspiração de Deus, mas por meio dos Hagiógrafos (seres
humanos que usaram de sua vida, experiências e ações para colocar no “papel” as
orientações de Deus), Jesus NUNCA rejeitou auxiliar os excluídos, nem lhes
negou a SALVAÇÃO, independente da forma com que a sociedade lhes observava,
como no caso da parábola do Bom Samaritano (Cf. Lc 10,25-37), onde a sociedade
da época condenava aqueles que tinham como origem a Samaria, pois a considerava
terra impura. E Jesus busca nessa rejeição várias ações, como a Samaritana que
tivera vários maridos (Cf Jo 4,5-42) e que pelo seu testemunho levou a salvação
a sua comunidade.
Por fim, podemos afirmar que para que haja a salvação,
precisamos, antes de tudo, aceitar a vontade de Deus, dentro ou fora da Igreja,
e leva-la como ferramenta de vida, proclamando a Boa Nova como ferramenta de
libertação e vida e não como motivo de condenação, assim como Jesus prega aos
Fariseus “Vocês atam cargas pesadas sobre os ombros dos outros, mas não as
tocam nem com um dedo!” (Cf Lc 11, 46), não podemos ser agentes que, conhecendo
a Boa Nova, a escondemos sob uma tigela (Cf. Mt 5-7 – Sermão da Montanha).
Precisamos saber, conhecer e divulgara as ações de salvação e, mostrando a
aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo, mas já estão inseridos na
caridade e na bondade! Esses irmãos, independente de sua fé ou crença, não podem
ser taxados como pessoas indignas de salvação!
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