Qual a postura dos Leitores durante a Liturgia?
Tomando
a Celebração da Eucaristia e a Celebração da Palavra como meio de
meditar, gostaria de perguntar a cada membro da comunidade, o que
significa “Ser um Leitor da Palavra?”.
Se
tomarmos as Sagradas Escrituras como meio de pensar, vamos ter o
próprio Jesus como leitor na Sinagoga, como podemos ver no texto a
seguir:
15
Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam. 16
Jesus
foi à cidade de Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume,
no sábado entrou na sinagoga, e levantou-se para fazer a leitura. 17
Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus
encontrou a passagem onde está escrito: 18
"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou
com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me
para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação
da vista; para libertar os oprimidos,19
e para proclamar um ano de graça do Senhor." 20
Em
seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e
sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos
nele. 21
Então
Jesus começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu essa passagem da
Escritura, que vocês acabam de ouvir."
Lc 4,14-21
Ora, o próprio Senhor, Jesus
Cristo, se coloca na posição e da importância a leituras das
Sagradas Escrituras (Bíblia). E nós, como nos comportamos?
De acordo com o Missal Romano,
temos a visão da Igreja quanto aos leitores:
II.
OS DIVERSOS ELEMENTOS DA MISSA
Por
isso as leituras da palavra de Deus, que oferecem à Liturgia um
elemento da maior importância, devem ser escutadas por todos com
veneração. E embora a palavra divina, contida nas leituras da
Sagrada Escritura, seja dirigida a todos os homens de todos os tempos
e seja para eles inteligível, no entanto a sua mais plena
compreensão e a sua eficácia são favorecidas por um comentário
vivo, isto é, a homilia, que faz parte da ação litúrgica.
Introdução
ao Missal Romano
Com essa introdução inicial,
vamos, tomando fontes das mais diversas para construir uma reflexão.
Na constituição da Eucaristia, Jesus determina aos seus discípulos,
que devem ir e escolher um ambiente, previamente preparado para que
eles pudessem “comer aquela Páscoa” (Cf. Lc 22,12). Assim, na
nossa realidade do dia a dia, precisamos pensar o que é necessário
à comunidade para celebrar com dignidade e real participação a
Eucaristia. Esse momento passa pela preparação do ambiente, dos
objetos litúrgicos, das vestes (do celebrante e dos participantes),
do nosso respeito e reconhecimento do momento ímpar que se manifesta
naquele momento de extrema importância.
A Celebração Eucarística é
presidida pelo Sacerdote (Presbítero – Padre) mas somente é
celebrada na sua maior eficácia com a presença do Povo de Deus,
conquistado por Jesus Cristo (Cf. Ap 7, 9-10). O parágrafo 12 da
Introdução do Missal Romano, reportando-se aos documentos do
Concílio Vaticano II (11/10/1962 – 08/12/1965), em especial a
Constituição
Sacrosanctun Concilium (SC),
que, mudando a visão do Concílio de Trento (1545—1563), adota a
língua Vernácula (nativa), onde alias, o SC vai muito além da
disposição sobre a importância da língua vernácula, e fala muito
sobre a participação do povo na Liturgia (SC 19), lembrando que o
Povo de Deus deve estar presente nas ações internas e externas,
respeitando a idade, condições de vida e graus de cultura religiosa
e por que não, civil
(educacional – complemento meu), entretanto, não exclui nenhum
fiel da participação da liturgia, respeitando e trabalhando não
somente a Palavra, mas também o exemplo de vida.
O Item III do SC (Reforma
da Sagrada Liturgia)
lembra que o Concílio deve abrir as portas da Igreja para que a
comunidade vislumbre, com amor e claramente, as coisas Santas,
permitindo ao povo de Deus compreendê-las, afinal as celebrações
são coletivas (SC 26) e não privadas, exclusivas de um grupo ou
pessoa, mas voltadas a toda a comunidade. Assim, a Liturgia deve ser
o instrumento da divulgação do verdadeiro sacramento de união do
povo.
Por fim, a Igreja Particular
(comunidade) deve buscar oferecer à Assembleia uma Catequese, ecoar
a Boa Nova (Evangelho) a todos, de forma que cada um possa assumir o
seu papel junto a Messe do Senhor, afinal não faltam coisas a serem
feitas, mas faltam operários (obra – Cf. Mt 9,37 b)! A
Participação dos fiéis é um desejo da Santa Madre Igreja e uma
necessidade para que realmente tenhamos uma Comunidade, onde todos os
fiéis possam participar ativamente dos eventos (Cf. SC 14)!


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