sábado, 17 de março de 2018

Sexta-Feira Santa - Uma Reflexão:



Tomando como base os textos Bíblicos:

Is, 43,9-12; ICor 13; Lc 22, 39-46; Jo 19, 23-30

Neste dia, sexta-feira Santa, ou sexta-feira da Paixão é um dia para lembrar-nos que estamos num momento de conversão, um dia de reflexão. Hoje somos convidados a pensar o que Deus espera de nós?
Ele espera que aceitemos nos tornar os servos do Senhor e para que isso possa acontecer não podemos ter medo. O senhor nos acompanha em toda a nossa caminhada, pois somos valiosos ao nosso Deus que nos ama!
Afinal, nós somos frutos do amor de Deus e por Ele nós precisamos nos dedicar para promover a Sua Glória, embora muitos são aqueles que tem olhos mas preferem não enxergam, pois aqueles que que aceitam ao Senhor precisam ser suas testemunhas, cientes que somente Javé é o Senhor e que ninguém pode desmanchar o que o Senhor fez.

O texto de Isaías, conhecido como o Servo Fiel, coloca o amor de Deus por seus servos e vem nos lembrar que nós somos esses servos. Da mesma forma, o texto de São Paulo, completa que esse amor que constrói é oriundo de Deus e oferecido a todos nós e sem amor não há razão para a vida.

O amor é o cimento que une o homem a Deus, assim, não adianta realizar obras vazias, pois oferecer comida, roupa, dedicação, mas não semear o amor que cresce nos corações mais puros, tudo é desperdício de força e ignorar o próprio Deus.

Afinal, quem ama sabe manifestar ao irmão aquilo que deseja receber, cumprindo um dos mandamentos que Jesus nos coloca “Amaras o teu próximo como a ti mesmo” (Cf. Mt 22,39) e assim, quem ama busca a paz e a realização ou manifestação do amor, pois o amor é a única manifestação que perdura.

O Amor vem de Deus, e como ele, é infinito… diferente das nossas limitações, afinal todas as nossas coisas são limitadas, como é limitada a nossa vida terrena. Somente Cristo é perfeito, assim, devemos crescer, na fé, na caridade e no amor, pois quando crescermos na fé, iremos permitir a nossa mudança, mostrando a nossa face do amor.

Jesus conhecia as nossas limitações, e assim sempre orava para encontrar-se com o Pai e pedir por nós. Mesmo assim, nós, a exemplo dos Discípulos, embora Jesus pede a todos nós que velem por ele para que Ele possa velar por nós, nós ignoramos a dor dele, pois no nosso sofrimento esquecemos Jesus. E Jesus como humano, teve medo, mas aceitou o projeto de Deus. E Deus nunca abandonou o seu Filho, esse deve ser o exemplo a ser seguido pela comunidade.

A angustia e o medo era tanto que Jesus começou a suar sangue, ou seja, Hematidrose também chamada de hematohidrose ou hemidrose é uma condição rara, agravada pela angustia e medo, pela tensão nervosa. Da nossa parte, precisamos “acordar” para atender ao chamado do Pai, criando, a exemplo de Jesus o hábito de orar para encontrar-se com o Pai.

Mas nesse momento de sofrimento, vivido por Jesus, ele mesmo pede a todos nós que velem por Ele, e Ele com certeza irá vela por nós, afinal, Jesus mesmo sendo humano, que teve medo aceitou o projeto de Deus e o Pai nunca abandonou o seu Filho.

E a nossa comunidade? Como se comporta?

Nos momentos mais difíceis do seu sofrimento, teve ao lado os mais excluídos, mulheres, pessoas de pouca relevância para a sociedade da época, mas foram os primeiros a dar apoio a Jesus. E Ele pede que cuidem do seu bem mais precioso, a mãe.

Por fim, marcando a morte, Jesus ao ter sede, recebe vinho azedo (vinagre). Mas se observarmos, Jesus nos ofereceu (nas Bodas de Caná – Cf. Jo 2,1-11) um vinho novo, especial.

Fica, por fim, nesse dia importante para nossa conversão, o que precisa ser mudado na nossa comunidade?

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