A estória abaixo é baseada nos textos da missa Católica do dia 21/07/2019, tomando como base as leituras: Primeira Leitura Gn 18,1-10a; Segunda Leitura Cl 1,24-28; e Evangelho Lc 10,38-42.
Desde que o mundo é mundo, os
saberes, culturas, história era tudo passado de geração em
geração, de pai para filho, de boca em boca.
Depois
vieram os registros através de desenhos (rupestres), a seguir
símbolos a escrita, etc…
Tudo
isso para ilustrar a importância da escrita.
“Sábios
Ouvidos”.

Marie era uma gatinha muito
dedicada a sua profissão, era educadora.
Trabalhava
numa escola na periferia da cidade de Gatolândia.
Em
cada sala da escola eram cerca de 25 gatinhos e gatinhas, com muita
energia e cada um com sua bagagem pessoal, de experiências
familiares e também vários problemas.
Marie se preocupava e logo no
início do ano letivo já na primeira reunião de pais,
questionava-os.
-
Gostaria de saber quais são suas expectativas e anseios sobre este
ano que se inicia?
Atentamente
ouvia as respostas das famílias. Uns diziam;
-
Quero que meu filho aprenda.
Outro:
-
Quero que minha filha faça vários amigos.
E
assim se seguia a reunião. Marie anotava tudo!

Na sala de aula, após a
avaliação diagnóstica fazia o mesmo com seus alunos.
Questionava-os
quais eram as atividades que apreciavam.
Um
ou outro falava no grupão, mas a Marie se preocupava em sentar com
aquele caladinho, tristonho…
E
vejam só, foi através de um desenho que Marie descobriu qual era o
problema de Juba.
Ele
fez um desenho onde havia uma casa e sua família. Dentro da casa
estavam ele, sua mãe e sua irmã. Fora da casa ele desenhou o pai.
Marie
pegou o seu desenho, olhou e pediu que Juba explicasse a cena.
Juba
explicou que seu pai não morava com eles, ou seja, seus pais eram
separados, disse chorando.
“-
Papai sempre lia para mim dormir… desde que saiu de casa mal
consigo pegar no sono!”
E
como ele haviam vários outros.
Marie,
promovia atividades lúdicas, onde seus alunos interagiam e aprendiam
brincando! Ela não se prendia a papéis, como sulfite, cadernos,
cartolinas, etc.
Na mesma escola a professora Eli,
corria de um lado para o outro levava trabalho para a casa e imprima
atividades, seus alunos nunca ficavam parados. A faixa etária deles
era a mesma da professora Marie. Aplicava atividades bem elaboradas,
de português, matemática, ciências, etc.
Mas
Eli não parava para ouvir os gatinhos, seus alunos. Sua turma sempre
tão agitada… e ela não compreendia o por que.
-
Fany, não entendo, pesquiso, faço várias formações, me atualizo,
exponho os trabalhos da minha turma pela escola, é um sucesso… mas
o comportamento deles vai de mau a pior.
Fany
disse a Eli:
-
Concordo contigo, os trabalhos são lindos, aqueles de folclore, 25
sacizinhos iguais… por acaso, somos todos iguais? Sera que estas
atividades estão sendo significantes para a sua turminha?
Eli
respondeu com outra pergunta:
-
Ora como vou saber o que eles gostam?
Fany
respondeu surpresa:
-
Você já parou durante as aulas e buscou fazer um levantamento sobre
o que seus alunos gostam?
Eli
respondeu:
-
Fany, minha prática sempre foi baseada num bom planejamento, mas
nunca levei em consideração o desejo da turma!
Fany
completou sua fala sobre a escuta:
-
Veja, Eli, a turma da Prô Marie era tida como a pior da escola,
porem ela se preocupa em parar e ouvir seus alunos, o resultado é
positivo, claro que a longo prazo, mas funciona!
Eli
fala assustada:
-
Se eu parar para ouvir aqueles miados acho que irão me devorar…
Fany completa:
-
A atividade em papéis é muito importante, mas a escuta orienta o
nosso planejamento, pois nos dará um norte para atingir nosso
público-alvo.
Logo foi agendada uma reunião
pedagógica pautada na escuta, onde as educadoras puderam trocar
experiências e rever suas práticas.
Moral
da Estória:
É
através da escuta que conseguimos entender a necessidade de cada um.
Assim fica mais pontual se colocar a serviço.
Sabendo
o que é preciso, poderei buscara melhor forma de ajudar o outro!



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