segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sábios Ouvidos

A estória abaixo é baseada nos textos da missa Católica do dia 21/07/2019, tomando como base as leituras:  Primeira Leitura Gn 18,1-10a; Segunda Leitura Cl 1,24-28; e Evangelho Lc 10,38-42.


Desde que o mundo é mundo, os saberes, culturas, história era tudo passado de geração em geração, de pai para filho, de boca em boca.

Depois vieram os registros através de desenhos (rupestres), a seguir símbolos a escrita, etc…

Tudo isso para ilustrar a importância da escrita.

Sábios Ouvidos”.



Marie era uma gatinha muito dedicada a sua profissão, era educadora.

Trabalhava numa escola na periferia da cidade de Gatolândia.

Em cada sala da escola eram cerca de 25 gatinhos e gatinhas, com muita energia e cada um com sua bagagem pessoal, de experiências familiares e também vários problemas.








Marie se preocupava e logo no início do ano letivo já na primeira reunião de pais, questionava-os.
- Gostaria de saber quais são suas expectativas e anseios sobre este ano que se inicia?

Atentamente ouvia as respostas das famílias. Uns diziam;

- Quero que meu filho aprenda.

Outro:
- Quero que minha filha faça vários amigos.

E assim se seguia a reunião. Marie anotava tudo!



Na sala de aula, após a avaliação diagnóstica fazia o mesmo com seus alunos.

Questionava-os quais eram as atividades que apreciavam.

Um ou outro falava no grupão, mas a Marie se preocupava em sentar com aquele caladinho, tristonho…









Juba, era um gatinho bem introvertido. Marie fazia de tudo para que ele falasse, se soltasse.

E vejam só, foi através de um desenho que Marie descobriu qual era o problema de Juba.

Ele fez um desenho onde havia uma casa e sua família. Dentro da casa estavam ele, sua mãe e sua irmã. Fora da casa ele desenhou o pai.

Marie pegou o seu desenho, olhou e pediu que Juba explicasse a cena.

Juba explicou que seu pai não morava com eles, ou seja, seus pais eram separados, disse chorando.

- Papai sempre lia para mim dormir… desde que saiu de casa mal consigo pegar no sono!”

E como ele haviam vários outros.

Marie, promovia atividades lúdicas, onde seus alunos interagiam e aprendiam brincando! Ela não se prendia a papéis, como sulfite, cadernos, cartolinas, etc.



Na mesma escola a professora Eli, corria de um lado para o outro levava trabalho para a casa e imprima atividades, seus alunos nunca ficavam parados. A faixa etária deles era a mesma da professora Marie. Aplicava atividades bem elaboradas, de português, matemática, ciências, etc.

Mas Eli não parava para ouvir os gatinhos, seus alunos. Sua turma sempre tão agitada… e ela não compreendia o por que.







Foi pedir ajuda a Fany, a coordenadora pedagógica. Começou o diálogo assim:

- Fany, não entendo, pesquiso, faço várias formações, me atualizo, exponho os trabalhos da minha turma pela escola, é um sucesso… mas o comportamento deles vai de mau a pior.

Fany disse a Eli:
- Concordo contigo, os trabalhos são lindos, aqueles de folclore, 25 sacizinhos iguais… por acaso, somos todos iguais? Sera que estas atividades estão sendo significantes para a sua turminha?

Eli respondeu com outra pergunta:
- Ora como vou saber o que eles gostam?

Fany respondeu surpresa:
- Você já parou durante as aulas e buscou fazer um levantamento sobre o que seus alunos gostam?

Eli respondeu:
- Fany, minha prática sempre foi baseada num bom planejamento, mas nunca levei em consideração o desejo da turma!

Fany completou sua fala sobre a escuta:
- Veja, Eli, a turma da Prô Marie era tida como a pior da escola, porem ela se preocupa em parar e ouvir seus alunos, o resultado é positivo, claro que a longo prazo, mas funciona!

Eli fala assustada:
- Se eu parar para ouvir aqueles miados acho que irão me devorar…

Fany completa:
- A atividade em papéis é muito importante, mas a escuta orienta o nosso planejamento, pois nos dará um norte para atingir nosso público-alvo.



Logo foi agendada uma reunião pedagógica pautada na escuta, onde as educadoras puderam trocar experiências e rever suas práticas.

Moral da Estória:
É através da escuta que conseguimos entender a necessidade de cada um. Assim fica mais pontual se colocar a serviço.
Sabendo o que é preciso, poderei buscara melhor forma de ajudar o outro!

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