O
sinal da santidade usado pelos antigos é o Óleo (azeite) usado na
unção dos reis e dos escolhidos. Deus escolheu o Homem como seu
parceiro na construção de uma Aliança
uma relação de
continuidade na obra (Cf. Gn 1, 28b).
O Homem, em geral, prefere as
aparências, e não
entende que elas não são decisivas. Quando o Senhor escolhe
alguém, ele não esta preocupado com a sua aparência, idade,
formação, ideias, etc. O Senhor oferece sua mão e capacita cada um
desses escolhidos. Ao contrário o ser humano não reconhece a
sabedoria de Deus, pois ele não consegue visualizar o amor que vem
de Deus.
Desde a antiguidade, a Unção dos reis, dos profetas, dos
escolhidos do Senhor deveria ser guiada apenas pelo Pai, mas o Homem,
na sua ganância de querer igualar-se ao Senhor busca desvirtuar essa
escolha, oferecendo para ele aquilo que considera o mais belo, o mais
forte e não o mais preparado (Cf. I
Sm 16, 6
‘Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo: “Certamente
é este o ungido do Senhor!”’). Deus escolhe os melhores, aqueles
que Lhe são aprazíveis (Cf. I Sm 16, 12 ‘Jessé mandou buscá-lo.
Era Davi, ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor
disse: “Levanta-te, unge-o: é este!” é um dom que deve
ser recebido por aquele que o recebe.’).
Afinal, quem é convidado para participar do projeto de Deus,
recebe uma unção, não com óleo mas no coração que deve estar
aberto para receber o Espírito Santo! Assim, quem aceita o amor de
Deus é luz, Luz para o mundo (Cf.
Sl 119,105
“Tua
palavra
é
lâmpada
para os meus pés,
e luz
para o meu caminho.”),
assim,
aqueles que não
aceitam o amor do Senhor
são trevas, mas os que aceitam e abraçam a
Boa Nova são fonte de luz para iluminar o mundo, conforme nos diz
Jesus no Evangelho de Mateus (Cf. Mt 5,14 – Vocês são Luz do
Mundo…). Por isso mesmo, cada fiel, em especial aquele que busca
ser ferramenta do Senhor, deve buscar encontrar o seu ponto de luz,
afinal, os frutos da Luz são fonte de amor, enquanto os frutos das
trevas é maldade.
Quem frutifica no amor, aceita o Senhor, aceita o
amor e busca a vida eterna, diferenciado dos antigos que consideravam
os pecados como fonte de todo o mau físico e social. Para os povos
antigos, todas as doenças e males (congênitos ou não) eram fruto
dos pecados. Eles desconheciam vermes, bactérias, vírus, etc.
Assim, justificavam as doenças por meio dos pecados, tanto dos
próprios, como dos pais (quando uma criança nascia com problemas de
saúde).
Assim, embora eles achassem que uma pessoa podia
assumir os pecados dos seus pais, ou ser punida por eles, Jesus
mostrou que o mau pode ser transformado em fonte de bem e luz.
Outra questão é que para os antigos os trabalhos
noturnos não eram possíveis, pois não podiam trabalhar a noite sem
luz (hoje temos a iluminação artificial, elétrica).
Jesus liga a abertura da alma do Cego de Nascença
a criação do Homem, usando a lama (água e argila) que nos recorda
a criação (Gn 2,7), e o manda banhar-se na Piscina de Siloé. A
“piscina de Siloé” era considerada um lugar sagrado que quando
um anjo chegava a água, essa se movia e uma benção de Deus era
realizada. O Cego não
vê a Jesus. Ele é curado mas não conhece (pessoalmente) o Mestre.
Isso serve para que Jesus abre os olhos da sociedade
injusta, pois muitos duvidam do poder Dele. Afinal, como poderia um
Homem, que não era membro importante da sociedade, realizar
milagres? Todos buscavam justificar ou mostrar que Jesus não é o
Senhor, o Messias, usando a “LEI” para justificar suas posições
afinal é mais fácil não aceitar as propostas do Senhor a mudar a
nossa ambição e nosso pecado pessoal e social, entretanto, mesmo
entre os inimigos de Jesus, surgem pontos de luz que veem a
manifestação do Pai, assim, aqueles que conhecem a Jesus o aceitam
imediatamente, mesmo sem nunca o ter visto, entretanto, o medo faz
com que as pessoas, muitas vezes, fujam do compromisso pois
reconhecer o projeto de Deus é aceitar a Jesus e isso nem sempre é
fácil, pois a sociedade não aceita a proposta de Jesus que propõem
o amor como meio e fim.
Afinal, a Sociedade não quer escutar. Prefere
ignorar os sinais da luz e viver na ganância e no poder, usando a fé
e a religião como ferramenta de destruição. O fundamentalismo, o
aceitar pelo aceitar é mais fácil do que enfrentar uma situação
onde devemos questionar o que nos é colocado como “meio comum”.
Ora, aquele que recebe a luz, deve saber levá-la a todos os outros.
Assim, em uma sociedade onde qualquer caminho que
leva ao comodismo é “bom”, é mais fácil colocar nas mãos do
outro a decisão. Deus não escuta o pecador, mas os filhos das
trevas buscam justificar de maneira “torta” seus ideais, mas
aquele que recebe a luz a espalha sem medo pois quem encontra com
Jesus não o rejeita nunca. Afinal, a cegueira do mundo não é
simplesmente um não aceitar a luz, é sim, uma busca
incessante pela autorrealização, o pecado original, a tentação
mais fácil de seguir, o abandonar o projeto do Pai.
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