- O catequista é uma pessoa de fé.
Ele
aprofunda a sua experiência pessoal com Deus. Esta vivência de espiritualidade
não acontece somente nos momentos de oração e de retiro, mas em cada momento da
sua vida.
- O catequista é uma pessoa que testemunha a sua fé.
Ele
procura ser luz do mundo e sal da terra (Cf. Mt 5,13-16) no meio das pessoas. O
catequista é um educador da fé e formador de comunidade, mais pelo que ele é do
que pelo ele fala. Para isso, é necessário crescer na maturidade humana e
Cristã.
O
catequista, querendo ou não, é modelo, é referência para os catequizandos.
Quanto mais rica e profunda é a sua vida, os valores que vive, suas atitudes e
opções pessoais, tanto mais está sendo para os catequizandos uma continua
chamada a ser novo modo de ser.
“O
testemunho é fundamental. A Palavra de Deus é eficaz em si mesma mas adquire
sentido concreto quando se torna realidade na pessoa que anuncia” – João Paulo
II em visita ao Brasil. O catequista é uma pessoa engajada na comunidade e
enviada por ela.
- O catequista é uma pessoa sensível e aberta aos problemas da
humanidade no hoje de nossa sociedade.
Por
isso, o catequista tem consciência de que é Igreja e atua em nome da Igreja. “O
catequista é alguém que, integrado na sua comunidade conhece bem a sua história
e suas aspirações e sabe animar e coordenar a participação de todos” (Catequese
Renovada – 144).
- O catequista é uma pessoa que celebra a sua fé.
Procura
perceber alegrias e esperanças, angustias e sofrimentos do povo, principalmente
o povo pobre.
O
catequista busca construir uma sociedade justa e fraterna. Ele é um inconformado
com o sistema do país que, empobrecendo as pessoas, tira a dignidade humana das
mesmas.
Por
ser uma pessoa que celebra a sua fé, o catequista deve ter sempre em mente o
aspecto celebrativo, que é vital no processo catequético, assim, ele poderá expressar
a sua fé, e ao mesmo tempo transmitir aos catequizandos a vivência da fé.
- O catequista é uma pessoa que anuncia o amor.
Por
isso, deve ser uma pessoa autentica, dialogante, capaz de compreender e
perdoar, digna de confiança alegre, responsável e equilibrada em seus
sentimentos e afetos. Para isso busca formação na comunidade, junto com outros
catequistas.
“A
missão evangelizadora supõem no evangelizador um amor fraterno, sempre crescente,
para com aqueles a quem ele evangeliza” (EM 79).
- O catequista deve ser...
Autentico,
sincero, dialogante, saber perdoar, compreensivo, digno de confiança, alegre,
responsável, equilibrado, participativo, etc.
Deixe
que os catequistas continuem a indicar características desejadas a um
catequista.
Refletindo:
No chamado por Deus.
O
catequista, por seu exercício e ministério pastoral, fala como profeta em nome
de Deus, mesmo achando não ser digno (Cf. Is 6,5-8). Por isso, o catequista
deve revelar o que Deus deseja e não aquilo que ele acha conveniente.
Nunca
podemos parar de nos preparar, pois a missão exige de nós perseverança e
vivencia. Devemos viver a nossa fé na vida. O exercício da catequese é exercido
por Cristo (pela pessoa do catequista, em nome de Cristo) e com o envio pela
Igreja. Não existe catequese desvinculada do chamado de Deus ou da comunidade,
pois o catequista exerce o seu ministério na comunidade.
Na vida de fé que vive e transmite.
Todo
catequista deve viver o seu ministério no seu dia a dia, e ser o mesmo, dentro
e fora da Igreja e da sua comunidade.
O
catequista não é santo, mas deve viver o seu ministério na vida e assim com seu
exemplo, suas palavras e suas ações, poderão mudar os outros.
Na maturidade humana e cristã.
O
catequista deve ser uma pessoa que não para no tempo, deve sempre procurar se ligar ao Pai, por meio da oração e da
ação. A maturidade cristã é um processo que nos leva a entender a fé e a
professa-la de forma concreta na vida.
Na participação da missão da Igreja.
A
missão catequética deve levar ao exercício da prática consciente da missão.
Assim, maduros na fé, constantemente evangelizados e catequizados (catequese
permanente), a vida do catequista deve refletir a luz de Cristo.
Tarefa:
Procure em sua comunidade catequistas, e coloque para eles as seguintes perguntas:
1.
Quais as características desejadas para que o catequista possa
viver com autenticidade a sua missão?
2.
Quais as exigências para melhor viver a nossa missão catequética?
3.
Depois de alguns anos de catequese, como poderíamos renovar a
nossa identidade de catequistas?
V.
Estudo Bíblico:
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Lc 4, 14-21.
La
Biblia en CD-ROM –Texto Pastoral.
O
PROGRAMA DA ATIVIDADE DE JESUS
14 Jesus voltou para a
Galiléia, com a força do
Espírito,
e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.
15 Ele ensinava nas sinagogas, e todos o elogiavam. 16 Jesus foi à cidade de
Nazaré, onde se havia criado. Conforme seu costume, no sábado entrou na
sinagoga, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o
livro, Jesus encontrou a passagem onde está escrito: 18 "O
Espírito
do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar
a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e
aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, 19 e para proclamar um ano de
graça do Senhor." 20
Em seguida Jesus fechou o livro, o entregou na mão do ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então Jesus começou a
dizer-lhes: "Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura, que vocês
acabam de ouvir."
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