- Introdução:
Planejar é propor soluções para determinadas situações com
antecedência, levando em conta o prazo
e os recursos
necessários e disponíveis para levar a ação a termo. A Igreja,
junto com os exércitos foram as duas únicas entidades em toda a
história que nunca abandonaram o planejamento.
Mas como planejar na Catequese?
É esse o objetivo deste módulo, mostrar “o
como” e não o “o
que” se deve planejar.
Ao aceitar fazer parte de uma pastoral como a Catequese, o catequista
já tem que iniciar o seu planejamento, pois ele deve reservar um
tempo para dedicar-se ao ministério da catequese, não só no
exercício direto da pastoral, mas também na elaboração dos
encontros.
2. Planejamento
na Prática:
Devemos planejar para aproveitar melhor tudo o que temos a
disposição. Um bom planejamento deve aproveitar todos os recursos
disponíveis. Ao considerar o planejamento multidisciplinar ou
multipastoral vamos aproveitar o que cada uma das Pastorais pode
oferecer de melhor.
Muitas vezes enxergamos o planejamento como simples agendar datas e
temas. O planejamento deve ir alem, considerando os diversos fatores
que envolvem os diferentes eventos da comunidade (entre outros, ações
da área Pastoral, Arquidiocese, nas festas da comunidade, etc.)
conciliando, na medida do possível, todas a fim de atender as
necessidades da Pastoral, e do conjunto de Pastorais.
Esse nosso “Planejamento
Geral” deve ser objeto de divulgação, discussão
e até mesmo revisão e correção, pois um planejamento “engessado”
não funciona e desgasta todos os membros.
Mas na prática, como inicio um planejamento?
Em primeiro lugar, precisamos definir os “pontos
que serão atacados”, que também podem ser
chamados de alvos ou metas, mas sempre sem perder de vista o objetivo
principal (no nosso método, o Catequizando), o qual precisamos ou
desejamos alcançar.
Isso é o que chamamos de “o
que”. Levantadas as necessidades, vamos definir
“o
quando”, ou seja a ocasião que cada um desses
objetivos deve ser trabalhado, prevendo-se, sempre que possível, uma
data inicial (Di),
uma data final (Df)
e um tempo ótimo (To)
que é o menor, ou tempo ideal para a realização da ação.
Vamos imaginar isso num exemplo prático. Vamos levantar um muro.
Para isso temos que definir vários objetos (ações) e datas para os
eventos.
- comprar material
- fazer massa
- construir a fundação
- levantar o muro.Ora, cada atividade dessas deve ser realizada no seu devido tempo, a fim de podermos alcançar nossos objetivos. Não posso fazer a massa, se não tiver comprado o material. Não posso construir o muro sem antes ter realizado a fundação.Visto isso, iniciaremos o estudo das ferramentas de planejamento, úteis para desenvolver qualquer planejamento.3. Ferramentas de Planejamento:Vamos observar o gráfico abaixo, ele é uma expressão de uma ferramenta de planejamento muito utilizada no mundo, o PERT-CPM. A partir dessa ferramenta, as empresas elaboram o seu planejamento.Para o nosso exemplo, vamos imaginar que vamos construir um muro de 10 metros de comprimento por dois de altura, dividido em 4 panos (área entre pilares) de 2 metros e meio (todos os dados são fictícios, não são reais). Assim, na tabela 1, teremos o resumo do que vamos precisar, em relação ao tempo de Mão de Obra (tempo gasto com pessoas para executar as ações – teremos aqui, o mesmo relacionamento com a catequese, onde vamos planejar o tempo gasto pelas pessoas, adotando-se que os materiais estejam à disposição).
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Atividade:Tempo necessárioem diasLimpeza3Abertura de Vala5Compra do material1Concretagem da fundação1Pano de muro2m/dia = 5Pilares3Reboco5m2/dia = 4Limpeza1Total:23 dias
Tabela 1:Figura 1Nesse nosso primeiro exemplo, levaríamos 23 dias para executar o “muro”. Mas será que eu consigo melhorar essa condição? Claro que sim. Entretanto preciso saber quais recursos tenho a minha disposição. Vamos rever o mesmo exemplo com um planejamento melhorado.Figura 2Nota: a seqüência 6-7 é continuação da primeira seqüência (1-6), indicada pela letra “a”.
Observe que as linhas em azul, podem sofrer atraso, já as linhas em vermelho, se sofrerem atraso, vão atrasar a realização da ação.Nesse estudo, o tempo cai dos 23 dias, para 16 dias, e várias ações ocorrem ao mesmo tempo! Alem disso, temos mais de uma equipe ou grupo trabalhando simultaneamente em certas atividades.Podemos dizer, que no nosso exemplo, existem pelo menos duas equipes distintas, mas podendo chegar a três. Se eu colocar mais equipes, NÃO vou ganhar mais tempo, mas vou desperdiçar recursos!Isso é planejar!Como muitas vezes é difícil montar e estudar na forma linear o planejamento (PERT-CPM) podemos utilizar uma outra ferramenta chamada CRONOGRAMA. Vamos estudar com o mesmo exemplo!O cronograma é um gráfico (tabela) mais simples e serve para definir o que se deve fazer num determinado tempo. Daí o nome, crono – tempo em grego, grama – gráfico ou figura.Vamos ver como fica cada um dos dois exemplos utilizados acima:Lógico que no nosso exemplo, qualquer hipótese de atraso leva a atraso em todo o planejamento.O segundo exemplo, mostra a situação do segundo Pert-CPM, ou seja, na situação de otimização do tempo e das equipes:Mas como podemos usar tudo isso na catequese?Costumamos isolar a fé da razão, mas a racionalização deve estar sempre presente na nossa ação catequética. Todo projeto deve ser discutido e equacionado de forma a podermos analisa-lo de forma racional.Por exemplo, vamos imaginar que na comunidade de São Longuinho (lógico, é um nome fictício) um grupo de pastorais resolve realizar um projeto de evangelização. No primeiro esboço do projeto eles colocam o seguinte:“Realizar 100 visitas missionárias, num prazo de 10 dias” – nessa observação temos o objetivo ou meta e o prazo.“Quem ira? Os dez catequistas da comunidade, divididos em 5 duplas” – aqui temos quem vai realizar a ação ou meta.“Recursos: Bíblia, lembranças e material didático. Recursos humanos para formação e estudo da elaboração do encontro a ser utilizado” – são os recursos materiais e humanos a serem preparados.Com base nessa anotação, começamos a esboçar o nosso planejamento.5 equipes para realizar 100 visitas = 20 visitas/equipe.Formação para 10 pessoas.Comprar o Material para as 5 equipes.
Aplicando o nosso exercício nas ferramentas de planejamento:
Vamos agora olhar o Cronograma:Observe, embora no nosso PERT, a avaliação foi considerada desde o dia inicial, até junto com a avaliação final, no Cronograma, o erro foi corrigido, assim, a avaliação final não esta sendo, digamos, “avaliada”. Perceba também que a compra do material independe de qualquer outro fator, por isso, pode ser feita antes ou durante a formação.Uma última observação importante, é sempre bom antes de fechar o projeto, colocar todos os seus “nós” (atividades) em forma linear, como pode ser visto no primeiro Pert. Depois, vamos associando as atividades que podem, ou devem ser realizadas simultaneamente, dando origem ao nosso segundo Pert, ou seja, a programação propriamente dita.Daí, é só transferir para o Cronograma, que é a representação da ação dentro das datas previstas.A avaliação do plano deve ser constante e nunca desanime se você encontrar um grande número de pontos negativos, pois são esses pontos que devem ser avaliados. Um projeto ou planejamento que não apresente nenhum ponto negativo, ou falha, esta com erros gravíssimos, e normalmente não alcançou o objetivo. Esses pontos devem ser o objeto do nosso foco, pontos a serem melhorados ou até mesmo corrigidos.Todas as ferramentas apresentadas até o momento podem parecer difíceis de se entender, ou muito “técnicas”, e mesmo difíceis para encontrar as atividades. Por isso, vamos apresentar mais uma forma de se iniciar um planejamento ou realizar uma avaliação.Essa outra forma de se desenvolver o plano, chama-se PLANILHA. Basta partir de uma folha de papel onde serão equacionadas as questões do planejamento.A primeira questão é “O QUE VOU REALIZAR?”.A segunda questão é “COM O QUE? COM QUEM?”A terceira questão é “QUANDO VOU REALIZAR?”Com esses dados, vamos montar uma planilha, que pode ser como o nosso exemplo abaixo:Projeto:Folha:Objetivo:Recursos HumanosRecursos MateriaisData PrevistaO que vou realizar?Com quem vou realizar?Com o que vou realizar?Quando estamos prevendo que será realizado?
Tomando todos esses cuidados, vamos ter um planejamento muito bem feito. Mas isso não significa que o objetivo será realmente alcançado, nem mesmo que vamos conseguir cumprir com o planejamento. Isso por que, na maior parte das vezes, um planejamento depende, alem dos elementos que dele participaram, também de fatores externos, fora do nosso controle. Por isso, todo plano deve prever revisões periódicas. Por exemplo, se realizamos um plano para um ano, devemos prever revisões gerais a cada período, que pode ser de seis meses, um mês, etc. Um plano mensal, deve prever também possíveis revisões, sejam quinzenais, sejam semanais. Quanto mais conhecido for o plano, melhor seu resultado final. Muitas vezes, você vai descobrir que um plano que foi todinho preparado para alcançar determinado objetivo, precisa ser totalmente revisto, pois não vai alcança-lo se continuar na forma original.- Resumindo:
Depois de tudo o que foi visto, é preciso salientar dois ou três pontos que vão fazer a diferença!1- Reflexão e Decisão: A reflexão e decisão vão definir o que será realizado.2- Montagem do Plano: O plano esmiúça o como, e o quem vai realizar as ações. Também permite a quem não participou da realização do plano entende-lo.3- Acompanhamento da Ação: O acompanhamento permite-nos conhecer e até rever ou alterar as ações do plano.4- Avaliação: O avaliar vai nos definir se alcançamos ou não o nosso objetivo.
- Exercícios de fixação:
Vamos imaginar uma situação hipotética a fim de realizar o plano.A comunidade vai elaborar uma festa, e para isso precisa: Montar barracas; comprar materiais; limpar terreno; contratar atrações. A festa vai ocorrer durante um mês, somente nos finais de semana (8 dias, 4 sábados e 4 domingos). Temos 30 dias de prazo, antes do inicio da festa.Realize o planejamento com todas as possibilidades que você achar viável.Envie a resposta para evcpi@bol.com.br.
- Para conhecer mais:
Ecoando 20PERT-CPM – Planejamento.
O autor autoriza a divulgação do material, desde que nãosofra alteração no conteúdo, sem a prévia autorização. -






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